Mulher fica mais de 2 horas presa em elevador do HC-UFU e família recorre a Justiça
Vanessa Medeiros, que acompanhava um familiar, relatou ter entrado no equipamento por volta das 7h, com ajuda de um funcionário, devido a dificuldades no funcionamento do elevador
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Uma mulher de 44 anos ficou presa por mais de duas horas dentro do elevador do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU). Vanessa Medeiros, que acompanhava um familiar em tratamento oncológico, relatou ter entrado no equipamento por volta das 7h, com ajuda de um funcionário, devido a dificuldades no funcionamento do elevador. Ao perceber que o elevador não subia nem descia e a porta não destravava, a mulher registrou imagens do momento de desespero.
Segundo o marido de Vanessa Medeiros, João Batista, a esposa sofre de pânico e enfrentou momentos de grande estresse emocional. Ela teria entrado em contato com ele presa no elevador e permaneceu sozinha durante o período em que o equipamento ficou travado. “Se a porta abre e o elevador está entre andares, no desespero, a pessoa tenta pular. Isso pode causar uma tragédia. É inaceitável”, afirmou João.
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Mulher ficou mais de 2 horas presa em elevador
João Batista contou à reportagem que procurou a recepção para pedir ajuda, mas que a esposa só foi retirada do local por volta de 9h30. Ele também reclamou da ausência de comunicação por parte da equipe do hospital após o ocorrido. “Ninguém veio conversar conosco. Um segurança ainda chegou dizendo que não era permitido filmar. Vamos entrar com uma ação judicial por danos morais”, declarou.
Hospital de Clínicas confirma falha
Em nota, o HC-UFU confirmou que houve uma falha em um dos elevadores na manhã do dia 29, mas destacou que “não houve dano à paciente que estava em seu interior, a qual recebeu todo o apoio necessário tão logo foi retirada do local”. O hospital acrescentou que o equipamento já passou por manutenção e voltou a funcionar normalmente.
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Indignação nas redes sociais
Em vídeo gravado pela própria paciente Vanessa Medeiros, ela aparece deitada sozinha no chão do elevador. A gravação gerou comoção nas redes sociais com diversos comentários e relatos sobre o problema no local.
“Um paciente acamado, um cadeirante, ou mesmo um funcionário exausto pode não resistir a uma situação dessas. Um minuto faz diferença e pode salvar uma vida. Isso é descaso”, acrescentou o esposo João Batista, que também registrou imagens do momento.
A família informou que vai acionar judicialmente o hospital por negligência e danos morais. Até o momento, o HC-UFU não comentou sobre possíveis responsabilizações administrativas ou revisão nos protocolos de segurança interna.