Motos roubadas entravam em casa e saíam desmontadas em Uberlândia
Investigação da Delegacia de Furtos e Roubos encontrou chassi de moto roubada em abril; suspeitos reincidentes usavam tornozeleiras eletrônicas
Um casal foi preso nesta sexta-feira (15) pela Polícia Civil suspeitos de manterem um esquema de desmanche clandestino de motos roubadas no bairro Tocantins, em Uberlândia. Segundo as autoridades, os envolvidos já possuem histórico de crimes patrimoniais e estavam em liberdade provisória.
Polícia chegou até a residência usada para o desmanche das motocicletas através de denúncias de moradores:
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Denúncias apontavam ‘entra e sai’ de motos roubadas para desmonte
As investigações começaram após a equipe receber diversas denúncias anônimas apontando que a residência vinha sendo utilizada para a prática de atividades ilícitas, como tráfico de drogas, ocultação e o desmonte de veículos de procedência criminosa.
Durante as diligências no bairro Tocantins, os investigadores conversaram com moradores e familiares próximos. Os relatos colhidos confirmaram a movimentação suspeita de motocicletas que entravam inteiras no imóvel e deixavam o local completamente desmontadas.

Os policiais civis foram até o endereço e a entrada da equipe foi autorizada pelos moradores que estavam no local. Durante as buscas detalhadas no quintal e cômodos da residência, foi localizado o chassi de uma motocicleta que havia sido roubado em Uberlândia no dia 14 de abril deste ano.
O sinal identificador do chassi já apresentava marcas de supressão parcial, técnica usada por criminosos para tentar apagar a numeração e dificultar o rastreio da polícia.
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Casal foi preso como suspeito de receptação
Diante do flagrante, o casal recebeu voz de prisão e foi conduzido à delegacia de Polícia Judiciária. Ambos foram autuados pelos crimes de receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.
A partir do cruzamento de dados nos sistemas policiais, os agentes identificaram o homem como o responsável pelo endereço denunciado. Já a mulher possuía passagem anterior por roubo de veículo e cumpria a medida sob monitoramento por tornozeleira eletrônica.
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A Polícia Civil informou que o inquérito segue aberto para identificar a participação de terceiras pessoas no caso. O objetivo agora é descobrir para onde as peças remanescentes eram enviadas e se os detidos integram uma rede maior de receptação e comércio ilegal de autopeças na região do Triângulo Mineiro.