Marinha confirma que piloto de lancha não era habilitado
Nova perícia da Capitania Fluvial corrige nota anterior; acidente em Sacramento deixou seis mortos, incluindo uma criança de 4 anos
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A Marinha do Brasil emitiu uma nota oficial nesta segunda-feira (23) com uma retificação sobre o acidente no Rio Grande, em Sacramento (MG), que deixou seis pessoas mortas. Diferente do informado inicialmente, a Capitania Fluvial do Tietê-Paraná confirmou que o condutor da embarcação “Vida Boa”, Wesley Carlos da Costa, de 45 anos, não possuía a Carteira de Habilitação de Amador (CHA).
A correção dos fatos ocorreu após a chegada de peritos ao local do acidente. Segundo a instituição, uma apuração mais detalhada constatou a inexistência de registro de habilitação para o piloto, que é uma das seis vítimas fatais da batida.
A lancha, que transportava 15 pessoas, bateu frontalmente contra um píer na noite de sábado (21), no reservatório da hidrelétrica de Jaguara.

Laudo aponta mortes por afogamento
A Polícia Civil de Minas Gerais também trouxe novas atualizações sobre o caso. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Araxá confirmou que todas as seis vítimas morreram por afogamento, e não pelo impacto direto da batida.
Entre os mortos, que foram oficialmente identificados e encaminhados para Franca (SP), estão quatro mulheres, um homem e uma criança:
- Wesley Carlos da Costa, 45 anos (Piloto)
- Juliana Fernanda de Oliveira Silva Ferreira, 40 anos
- Viviane Aparecida Aredes, 35 anos (comemorava aniversário no dia)
- Bento Aredes Teixeira, 4 anos (filho de Viviane)
- Erica Fernanda Leal Lima, 40 anos
- Marina Matias Rodrigues, 22 anos
Investigação e normas de segurança
A lancha havia saído de um bar flutuante em direção a um rancho. Além da falta de habilitação do condutor, a Marinha agora investiga as condições de sinalização do local e da própria embarcação.
Por norma, píeres e estruturas sobre a água devem possuir luzes fixas durante a noite, enquanto barcos só podem navegar após o pôr do sol se estiverem dotados de luzes de navegação adequadas.
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Outro ponto sob análise é o uso de coletes salva-vidas. Segundo o Corpo de Bombeiros, apenas três das seis vítimas utilizavam o equipamento no momento da colisão. Testemunhas também relataram às autoridades que o condutor teria ingerido bebidas alcoólicas antes de assumir o timão, informação que será confrontada com depoimentos e exames laboratoriais.
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Próximos passos
O Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) tem prazo de 90 dias para ser concluído. Paralelamente, a Polícia Civil, sob o comando do delegado Rafael Jorge, começará a ouvir os nove sobreviventes a partir desta semana para “montar o quebra-cabeça da tragédia”.
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A Marinha do Brasil encerrou a nota manifestando profundo pesar e solidariedade aos familiares das vítimas, reforçando a orientação de que, em embarcações de médio porte com convés aberto, o uso do colete salva-vidas é obrigatório para todos os tripulantes e passageiros.