Lancha virou sobre vítimas em trecho raso na margem mineira

Embarcação colidiu com passarela em trecho raso do rio, virando sobre os ocupantes no Rio Grande; 6 vítimas morreram por afogamento

, em Uberlândia

O acidente com uma lancha no Rio Grande, no último sábado (21) em Sacramento (MG), que causou a morte de seis pessoas, aconteceu em um trecho de baixa profundidade do rio, segundo informações da perícia técnica. A lancha “Vida Boa”, com 15 ocupantes, atingiu a passarela de um píer e o impacto fez com que a embarcação tombasse sobre os passageiros, impedindo a saída de quem ficou sob o casco.

Lancha virou sobre vítimas
Passarela do píer marca ponto da colisão em tragédia no Rio Grande, em Sacramento – Crédito: Hevertom Thalles/Reprodução

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Lancha virou sobre vítimas

De acordo com informações apuradas, o grupo estava em um bar flutuante nas proximidades quando decidiu retornar ao rancho onde passava o fim de semana. Durante o deslocamento, a embarcação atingiu frontalmente a passarela do píer, em território mineiro. O trecho é considerado raso, característica que permite visualizar o fundo do rio em condições normais.

Testemunhas afirmaram que, com o impacto, a lancha virou e acabou ficando sobre parte dos ocupantes, dificultando a saída das vítimas que caíram na água. Na passarela e em pontos próximos, há indícios de que parte da iluminação foi arrancada. Segundo relatos, a sinalização luminosa não era percebida no momento da colisão, informação que será analisada pelas autoridades.

Enquanto os nove sobreviventes se recuperam, a cidade de Franca (SP) se despede das vítimas em sepultamentos realizados nesta segunda-feira (23).

O que apontam as investigações

O laudo pericial confirmou que as seis mortes ocorreram por afogamento. Nove pessoas sobreviveram ao acidente. Três foram encaminhadas para atendimento médico, enquanto as demais não apresentaram ferimentos.

O chamado de emergência foi registrado às 22h43. A ocorrência mobilizou equipes de resgate de Sacramento, Uberaba, Araxá e Franca, em uma operação conjunta entre unidades do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais e de São Paulo, com apoio de equipes especializadas.

Antes da chegada dos militares, o mergulhador Murilo Freitas, de Rifaina (SP), prestou os primeiros socorros e conseguiu retirar algumas vítimas da água ainda com vida.

Testemunhas também relataram que o condutor da embarcação teria ingerido bebidas alcoólicas antes do acidente. A informação, no entanto, ainda será oficialmente verificada no curso das apurações.

A Marinha do Brasil instaurou um Inquérito Administrativo para investigar as circunstâncias da colisão. Ainda de acordo com as autoridades, foi apurado que o piloto possuía habilitação.

O delegado Rafael Jorge, responsável pelo caso, deve ouvir todos os sobreviventes ao longo desta semana. Paralelamente, a Marinha do Brasil conduz um inquérito administrativo com prazo de 90 dias para apontar as falhas técnicas que levaram ao naufrágio.

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