Laudo confirma causas das 6 mortes em acidente com lancha no Rio Grande

Acidente náutico no Rio Grande deixou seis mortos; corpos foram liberados e encaminhados para Franca (SP), e a Marinha abriu investigação para apurar o caso

, em Uberlândia

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A Polícia Civil confirmou novas informações sobre o acidente com lancha, ocorrido na noite de sábado (21), no Rio Grande, em área pertencente a Sacramento (MG), na divisa com o estado de São Paulo, em Rifaina (SP). O laudo do Instituto Médico Legal apontou que todas as seis vítimas morreram por afogamento no reservatório da hidrelétrica de Jaguara.

Os corpos das 6 vítimas foram necropsiados em Araxá, liberados na manhã deste domingo (22) e encaminhados para Franca. Elas já foram oficialmente identificadas.

Vitimas do acidente com lancha na represa de Jaguara
Seis pessoas morreram no acidente com lancha em Sacramento (MG) e após perícia vítimas foram encaminhadas para Franca (SP) – Crédito: Redes Sociais/Reprodução

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O que se sabe sobre o acidente com lancha no Rio Grande 

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a embarcação de Franca (SP) transportava 15 pessoas e havia saído de um bar flutuante em direção a um rancho próximo. Durante o trajeto, a lancha colidiu frontalmente com um píer às margens do rio na região de Sacramento (MG). O acidente foi no lado mineiro.

O chamado de emergência foi registrado às 22h43 e mobilizou equipes de resgate de Sacramento, Uberaba, Araxá e Franca. A ocorrência contou com atuação conjunta de unidades do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais e de São Paulo, incluindo equipes de Bauru e Ribeirão Preto.

Antes da chegada dos militares, o mergulhador Murilo Freitas, de Rifaina (SP), prestou os primeiros socorros e conseguiu retirar vítimas da água ainda com vida.

Nove ocupantes sobreviveram. Três foram encaminhados para atendimento médico, enquanto seis não apresentaram ferimentos.

Testemunhas também afirmaram que o condutor teria ingerido bebidas alcoólicas antes da colisão. Essa informação ainda será analisada pelas autoridades responsáveis pela investigação.

Condições das vítimas

O laudo pericial confirmou que todas as mortes ocorreram por afogamento. Segundo os bombeiros, três vítimas utilizavam colete salva-vida no momento do acidente. As circunstâncias da colisão seguem em apuração.

Das outras nove vitimas do acidente com lancha, três foram encaminhadas pelo samu para a cidade de Rifaina, as outras seis vitimas não tiveram ferimentos e ficaram no local para colaborar com a apuração policial, conforme informações do Corpo de Bombeiros.

As autoridades divulgaram os nomes das pessoas que morreram no acidente:

  • Wesley Carlos da Costa, 45 anos (Piloto)
  • Juliana Fernanda de Oliveira Silva Ferreira, 40 anos
  • Viviane Aparecida Aredes, 35 anos
  • Bento Aredes Teixeira, 4 anos
  • Erica Fernanda Leal Lima 40 anos
  • Marina Matias Rodrigues, 22 anos

Entre os mortos estão quatro mulheres, um homem e uma criança de quatro anos. Os corpos foram encaminhados para Franca (SP), onde serão sepultados e velados.

Conhecidos e parentes de Viviane Aredes, que comemorava seus 36 anos com seu filho de 4 anos, lamentam a morte pelas redes sociais. “Minha vida. Que dor, meu Deus”, escreveu Isabela Aredes, irmã de Viviane, em uma postagem com a foto do sobrinho.

Resposta das Autoridades

A Marinha do Brasil, através da Capitania Fluvial do Tietê-Paraná, instaurou um Inquérito Administrativo (IAFN) com prazo de 90 dias para apontar as responsabilidades técnicas.  Ainda de acordo com a instituição, foi apurado que o piloto da embarcação possuía habilitação.

Confira o posicionamento da Marinha na íntegra:

“A Marinha do Brasil (MB), por intermédio da Capitania Fluvial do Tietê-Paraná (CFTP), informa que tomou conhecimento do acidente ocorrido no Rio Grande, envolvendo a colisão da embarcação ‘Vida Boa’ com um píer, que ocasionou o óbito de seis pessoas. As informações iniciais indicam que o condutor no momento do acidente era o homem que veio a óbito, e que era habilitado para conduzir a embarcação.

Foi designada uma equipe de peritos da MB para o local, com o objetivo de coletar os elementos necessários à condução do Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN). O IAFN irá apurar as causas, circunstâncias e eventuais responsabilidades pelo acidente, com prazo inicial de 90 (noventa) dias para conclusão. A Marinha do Brasil se solidariza com os familiares e amigos enlutados.”

O delegado Rafael Jorge confirmou que, a partir desta semana, os nove sobreviventes serão ouvidos para detalhar os últimos momentos antes da batida. “Não temos histórico recente, nos últimos 10 anos, de algo parecido. Esta semana ouviremos todos os sobreviventes para montar o quebra-cabeça dessa tragédia”, afirmou.

O Paranaíba Mais procurou o proprietário do rancho onde fica o píer, mas, até a publicação desta reportagem, não obteve retorno.