Figurinhas da Copa falsas? PCMG apreende 680 pacotes em Patos de Minas
Operação "Álbum Fantasma" recolheu centenas de pacotes e mais de 100 álbuns supostamente falsificados; material passará por perícia para confirmar a irregularidade.
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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) apreendeu, nesta segunda-feira (2), centenas de pacotes de figurinhas e álbuns da Copa do Mundo suspeitos de falsificação durante a operação “Álbum Fantasma”, realizada em um estabelecimento comercial no Centro de Patos de Minas, no Alto Paranaíba.

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Supostas figurinhas da Copa falsas e albuns são apreendidos
Durante a ação, os investigadores recolheram 680 pacotes de figurinhas e 112 álbuns que estavam sendo comercializados no local. Segundo a corporação, os responsáveis pelo comércio não apresentaram notas fiscais nem documentos capazes de comprovar a origem regular dos produtos.
Um homem de 40 anos e uma mulher de 29 foram levados à delegacia para prestar esclarecimentos. Após os procedimentos de polícia judiciária, ambos foram liberados. O caso seguirá sob investigação.
De acordo com a Polícia Civil, um dos fatores que chamou a atenção dos investigadores foi o preço praticado pelo estabelecimento. Os pacotes de figurinhas eram vendidos por R$ 6, valor considerado inferior ao normalmente encontrado no mercado.
O material apreendido representa um montante estimado em aproximadamente R$ 6,8 mil. Conforme a corporação, a análise preliminar realizada pelos policiais já identificou indícios de contrafação em parte dos produtos, mas a confirmação dependerá de exames periciais.
Material passará por comparação com produtos originais
Após a apreensão, os itens foram encaminhados para perícia técnica. A Polícia Civil informou que irá solicitar à empresa detentora dos direitos do álbum o envio de exemplares originais dos produtos para comparação.

A medida permitirá que os peritos avaliem características como qualidade de impressão, acabamento, autenticidade dos materiais e eventuais diferenças em relação aos itens comercializados oficialmente.
Um inquérito policial foi instaurado para apurar a origem das mercadorias e identificar possíveis envolvidos na cadeia de distribuição dos produtos suspeitos.
Investigação busca identificar fornecedores
Segundo o delegado regional Luis Mauro Sampaio Pereira, a comercialização de mercadorias falsificadas pode configurar crime e exige atenção tanto dos comerciantes quanto dos consumidores.
As investigações agora buscam rastrear a procedência dos álbuns e figurinhas. Conforme relato dos responsáveis pelo estabelecimento, os produtos teriam sido adquiridos na cidade de São Paulo. Essa informação também será apurada pela Polícia Civil.
A expectativa é que o trabalho investigativo permita identificar outros possíveis pontos de venda e fornecedores ligados ao esquema.
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Polícia alerta consumidores
A Polícia Civil orienta a população a desconfiar de produtos vendidos por preços muito abaixo dos praticados no mercado e a verificar a procedência das mercadorias antes da compra.
Segundo a corporação, operações desse tipo têm caráter repressivo e preventivo, buscando evitar prejuízos aos consumidores e combater a circulação de produtos falsificados.
Caso a perícia confirme a contrafação, os envolvidos poderão responder pelos crimes previstos na legislação relacionada à violação de propriedade industrial e comercialização de produtos falsificados.