Corpos de mergulhadores italianos mortos nas Maldivas são resgatados
Quatro mergulhadores italianos que estavam desaparecidos foram encontrados mortos nesta segunda-feira (18) em cavernas a cerca de 50 metros de profundidade; acidente é o mais grave das Maldivas envolvendo mergulho
Os corpos dos quatro mergulhadores italianos que estavam desaparecidos após um acidente em cavernas submersas nas Maldivas foram localizados e resgatados nesta segunda-feira (18), informou o governo local. As vítimas desapareceram durante uma expedição de mergulho realizada na quinta-feira (14), em uma área de cavernas no Atol de Vaavu.
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O acidente deixou cinco italianos mortos e, segundo as autoridades locais, é o mais grave já registrado no país envolvendo mergulho. O corpo do instrutor Gianluca Benedetti havia sido encontrado no dia do acidente, próximo à entrada da caverna.
Operação de resgate mobilizou equipes internacionais
As buscas pelos outros quatro mergulhadores mobilizaram equipes internacionais especializadas em mergulho em cavernas. Três mergulhadores finlandeses se juntaram às equipes locais após a operação ser temporariamente suspensa devido à morte de um militar das Maldivas que participava do resgate.
Equipamentos especializados enviados do Reino Unido e da Austrália também foram utilizados durante a operação, considerada de alto risco pelas autoridades locais.
Militar das Maldivas morreu durante as buscas
O sargento-mergulhador Mohamed Mahudhee morreu no sábado (16) em decorrência de complicações relacionadas à descompressão durante uma missão de recuperação dos corpos.
De acordo com as autoridades das Maldivas, as condições dentro da caverna eram perigosas, com fortes correntes, escuridão total e passagens estreitas. Em alguns pontos, a profundidade chegava a cerca de 70 metros.
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O que aconteceu com os mergulhadores italianos
As vítimas foram identificadas como Monica Montefalcone, professora da Universidade de Gênova; sua filha, Giorgia Sommacal; a pesquisadora Muriel Oddenino; o instrutor Gianluca Benedetti; e o biólogo marinho Federico Gualtieri.
Segundo as investigações iniciais, o grupo realizava uma exploração em cavernas submersas localizadas a cerca de 50 metros de profundidade. Nas Maldivas, o limite recomendado para mergulho recreativo é de aproximadamente 30 metros.

Uma sexta integrante da expedição desistiu do mergulho minutos antes da entrada do grupo na água e permaneceu na embarcação.
Profundidade e cavernas dificultaram resgate
Especialistas apontam que mergulhos em cavernas profundas apresentam riscos elevados, como narcose por nitrogênio, perda de orientação e dificuldade para localizar a saída, principalmente em locais com baixa visibilidade.
As equipes de resgate também enfrentaram dificuldades causadas pelo formato labiríntico das cavernas e pelas fortes correntes marítimas da região.
Investigação apura causas do acidente
As autoridades das Maldivas e a Procuradoria de Roma investigam as circunstâncias do acidente. Entre as hipóteses analisadas estão possíveis falhas técnicas nos equipamentos, problemas na mistura de gases utilizada pelos mergulhadores e mudanças repentinas nas condições do mar.
A licença da embarcação utilizada na expedição foi suspensa temporariamente enquanto o caso segue sob investigação.