Casos de furto de hidrômetros em Uberlândia quase dobram em dois anos

Dmae registra aumento dos furtos de 384 casos em 2022 para cerca de 700 em 2024, com registros em 2025 indicando a continuidade do problema

, em Uberlândia

O número de furtos de hidrômetros em Uberlândia vem aumentando nos últimos anos e tem gerado preocupação entre moradores de diversos bairros. Dados do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) mostram que as ocorrências subiram de 384 em 2022 para cerca de 700 em 2024. Somente até agosto de 2025, já foram registrados 577 casos, o que mostra que esse tipo de crime continua em alta na cidade.

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Hidrômetro furtado
Furto de hidrômetros gera prejuízo aos moradores em Uberlândia – Crédito: Reprodução TV Paranaíba

A moradora Kattyane Elizabeth é uma das vítimas que já passou pelo problema mais de uma vez.

“Fomos furtados duas vezes. Tivemos que mandar soldar placas porque o cadeado não resolveu. O hidrômetro foi levado duas vezes em um ano. Vários vizinhos também tiveram que soldar placas de aço”, contou.

Bairros com maior número de furto de hidrômetros em Uberlândia:

  • Santa Mônica (58 registros)
  • Saraiva (52)
  • Nossa Senhora das Graças (31)
  • Santa Rosa (31)
  • Canaã (28)

O supervisor de fiscalização do órgão, Diones de Souza, explica que o furto ocorre principalmente porque os hidrômetros são feitos de metal, com liga de cobre ou bronze, e acabam sendo revendidos para derretimento.

“Adotamos a questão do cadeado, que antes nem era permitida, mas diante dos roubos, estudamos essa solução. Se o Dmae chegar e não conseguir fazer manutenção, notificamos o usuário para deixar aberto”, informou Diones. Ele alerta que chumbar o cavalete, instalar travas ou chapas metálicas não é permitido e pode gerar autuação. “O máximo autorizado é o cadeado”, reforçou.

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O Dmae esclareceu ainda que a troca preventiva dos hidrômetros ocorre a cada sete anos e que atualmente o serviço está sendo realizado no bairro Santa Mônica.

Em caso de furto, o morador deve registrar boletim de ocorrência e acionar o Dmae para a reinstalação do equipamento.

Os ferros-velhos têm sido apontados como destino frequente dos equipamentos furtados, já que muitos desses estabelecimentos compram o material sem conseguir verificar a procedência – Crédito: TV Paranaíba

Para tentar frear a receptação, foi aprovada a Lei nº 14.500, que obriga os comerciantes a registrar a origem de produtos como hidrômetros, fios, cabos e outros itens de infraestrutura urbana. O objetivo é aumentar o controle e reduzir o incentivo a esse tipo de crime.

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