Caso Euclides: foragido é preso em Alagoas com drogas e munições
Investigado de 21 anos foi localizado em uma academia de Arapiraca; polícia apreendeu maconha, cocaína e munições durante a abordagem na terça-feira (25)
Um dos investigados no Caso Euclides, que estava foragido, foi preso na noite de terça-feira (25), em Arapiraca, no interior de Alagoas. O jovem, de 21 anos, tinha um mandado de prisão relacionado à investigação sobre a morte de Euclides de Oliveira, registrada em junho, em Uberlândia.
Segundo o delegado Edberg Sobral de Oliveira, da Delegacia Regional de Arapiraca, a Diretoria de Inteligência identificou o investigado por meio de imagens de uma câmera de monitoramento. A partir do registro, os policiais descobriram que ele frequentava uma academia no bairro Primavera.
Equipes da Coordenação de Homicídios do Interior, da Diretoria de Inteligência Policial e da Delegacia Regional de Arapiraca foram até o local e abordaram o jovem na entrada da academia, por volta das 20h. Segundo o delegado, ele não resistiu à prisão.

📲 Siga o canal de notícias do Paranaíba Mais no WhatsApp
Investigado do Caso Euclides estava com drogas e munições
Durante a abordagem, os policiais encontraram cerca de um quilo de maconha, 300 gramas de cocaína e munições no veículo usado pelo investigado, conforme informou o delegado. A Polícia Civil de Alagoas também apreendeu dinheiro, uma balança de precisão, embalagens utilizadas para fracionar drogas e munições calibre 9 mm.
Outro homem estava com o investigado no momento da abordagem. Segundo Edberg Sobral, o jovem de 21 anos assumiu a propriedade dos entorpecentes e afirmou que atuava no tráfico de drogas. A polícia também suspeitava que ele estivesse com uma arma de fogo, mas não encontrou o objeto. Além de cumprir os mandados de prisão em aberto, os policiais autuaram o investigado em flagrante por tráfico de drogas e posse ilegal de munição de uso restrito.

Investigado nega participação na morte de Euclides
Em depoimento, o jovem admitiu envolvimento com o tráfico de drogas, mas negou participação na morte de Euclides. De acordo com o delegado, ele afirmou que outras pessoas cometeram o crime e atribuíram a responsabilidade a ele. Durante o depoimento, o investigado também fez uma acusação contra Euclides envolvendo um familiar. A alegação integra a versão apresentada por ele e não representa uma conclusão da investigação sobre o caso.
O jovem permaneceu detido na Delegacia Regional de Arapiraca e está à disposição da Justiça. A Polícia Civil de Minas Gerais deverá adotar os procedimentos relacionados ao mandado de prisão expedido na investigação conduzida em Uberlândia.
Além da ordem judicial relacionada ao Caso Euclides, havia outro mandado contra o investigado por suspeita de participação em uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas com atuação em Goiás.
Câmera ajudou polícia a localizar foragido em Alagoas
A Delegacia de Homicídios de Uberlândia identificou que o investigado havia deixado Minas Gerais e poderia estar escondido em Alagoas. A informação levou as polícias civis dos dois estados a atuarem em conjunto para localizá-lo.
Já em Arapiraca, imagens de monitoramento ajudaram a Diretoria de Inteligência a identificar a rotina do jovem e chegar à academia que ele frequentava.
A Polícia Civil de Uberlândia está na fase final do inquérito que apura a morte de Euclides. A corporação marcou uma entrevista coletiva para quinta-feira (27), quando deverá apresentar novas informações sobre a investigação e a participação atribuída aos envolvidos.
MAIS! Tudo o que se sabe sobre o “caso Euclides”: veja linha do tempo
Relembre o Caso Euclides

Euclides de Oliveira, de 62 anos, foi levado por homens armados em 8 de junho, no bairro Tibery, em Uberlândia. Câmeras de segurança registraram a abordagem e ajudaram a polícia a reconstruir o trajeto percorrido pelos envolvidos.
O corpo foi encontrado em 16 de junho, em um terreno no bairro Nossa Senhora das Graças. Segundo a investigação, Euclides sofreu tortura antes de morrer e teve o corpo escondido em uma estrutura coberta por concreto.
O laudo pericial apontou morte violenta, mas o estado do corpo impediu a definição exata da causa do óbito. A perícia também encontrou pregos e constatou a ausência de dentes. A Polícia Civil investiga a participação de diferentes pessoas no crime e busca esclarecer a atuação atribuída a cada uma delas.
O Portal Paranaíba Mais acompanha o Caso Euclides desde o desaparecimento e seguirá trazendo as atualizações da investigação e os próximos desdobramentos após a prisão em Alagoas.