Caso Daiane Alves: veja tudo que se sabe até o momento
Celular encontrado no esgoto do prédio e reconstituição do crime com disparos de arma de fogo acrescentam novos capítulos ao homicídio
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A investigação do caso Daiane Alves sobre a morte da corretora de imóveis uberlandense, de 43 anos, assassinada em Caldas Novas (GO), entrou em uma fase decisiva após a reconstitução do crime e da prisão do síndico do Edifício Amethysta, Cléber Rosa de Oliveira, 49 anos. Segundo a defesa da família, coordenada pelo advogado Plínio Cesar, buscas técnicas indicam forte indício de presença de uma bala alojada na cabeça da vítima. O corpo, encontrado após 42 dias de desaparecimento, permanece no Instituto Médico Legal (IML) para perícia final.
A informação sobre o projétil, no entanto, é tratada pela defesa da vítima como sendo ainda “extra-oficial”. “Somente com a divulgação oficial dos laudos periciais para confirmar (a informação sobre a bala na cabeça da vítima)”, afirmou o advogado da família Alves.

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Caso Daiane Alves: reconstituição e novos pontos da investigação
Uma nova perícia da Polícia Civil realizada nesta sexta-feira (30) busca esclarecer o Caso Daiane Alves, incluindo a hipótese de disparo de arma de fogo como causa da morte.
O síndico do prédio onde Daiane desapareceu foi levado pela polícia a locais próximos ao Rio Corumbá, às margens da GO-213, na divisa entre Caldas Novas e Ipameri, para indicar pontos relacionados ao crime. Foi nessa região de mata que o corpo da corretora foi localizado, em estado avançado de decomposição, cerca de 15 quilômetros do condomínio.
Durante a ação, foram realizados disparos controlados, previamente comunicados aos moradores da região. De acordo com o delegado André Barbosa, responsável pelo caso, o procedimento teve como objetivo confrontar a versão apresentada pelo investigado. A polícia não detalhou a função técnica dos disparos e reforçou que a dinâmica do crime ainda está em análise.
Segundo a mãe da corretora Nilse Alves, o celular de Daiane foi localizado dentro do prédio. O dispositivo foi encontrado pela Polícia Civil no esgoto do edifício, na sexta-feira (30), quando houve a reconstituição do caso Daiane Alves.
Conflitos no condomínio antecederam o crime
O mistério inicial sobre o desparecimento da corretora teve início no Edifício Ametista Tower. O prédio foi entregue aos moradores em 2024, e é onde Daiane residia no quarto andar. Ela atuava na gestão de locações de apartamentos da família. O síndico, Cléber Rosa de Oliveira, morador do segundo andar, era responsável pela administração do condomínio. Ambos personagens principais dessa história são mineiros. Daiane era natural de Uberlândia. Já o autor confesso do homícidio é nascido em Araxá.
Relatos da família apontam que os conflitos entre os dois se intensificaram durante mais de um ano. Daiane passou a registrar situações de tensão, incluindo discussões, restrições ao trabalho e desentendimentos ligados à administração do prédio. Em junho do ano passado, ela registrou um boletim de ocorrência por agressão.
Segundo familiares, havia disputas relacionadas à gestão e ao dinheiro. Seis dias antes do desaparecimento, o condomínio foi condenado a pagar indenização por danos morais à corretora. O Ministério Público chegou a apresentar denúncia contra o síndico pelo crime de perseguição à moradora antes de haver a confirmação da morte da corretora.
Desaparecimento e descoberta do corpo
Daiane foi vista pela última vez em 17 de dezembro, quando desceu ao subsolo do prédio após o apartamento ficar sem energia elétrica. Antes disso, ela gravou vídeos mostrando a situação e enviou a uma amiga, dizendo que iria religar o padrão de energia.
No dia seguinte, a mãe, Nilze Alves, chegou ao apartamento e não encontrou a filha. A porta estava aberta, segundo o registro em vídeo feito pela última vez pela corretora, mas depois estava trancada. Um boletim de ocorrência foi registrado ainda naquele dia.
Após 42 dias de buscas, o síndico foi preso e confessou o crime. O corpo foi encontrado em uma área de mata, na estrada que liga Caldas Novas ao município vizinho de Ipameri (GO), encerrando o período de desaparecimento, mas abrindo uma nova fase da investigação: de crime de homicídio.
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Prisões mantidas e processos anteriores
Na quarta-feira (28), Cléber e o filho dele, Maykon Douglas, foram presos pela Polícia Civil. Maykon é investigado por atrapalhar as investigações. O porteiro do prédio também foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos. Em audiência de custódia, realizada na quinta-feira (31), a Justiça manteve as prisões do pai e do filho, após manifestação do Ministério Público.
Antes do crime, o síndico já havia sido denunciado pelo MP por perseguição reiterada contra Daiane, com registros de ameaças, agressões e monitoramento constante entre fevereiro e novembro de 2025. A ação estava em andamento quando ocorreu o desaparecimento.
No mesmo período, Daiane também foi denunciada por invasão de domicílio, acusação contestada pela defesa, que afirma que os fatos foram distorcidos.
Investigação segue em andamento
A Polícia Civil reforça que nenhuma hipótese está descartada e que a conclusão do caso depende do resultado final da perícia. Apesar da confissão e das prisões, a Polícia Civil reforça que o caso ainda não está concluído.
O corpo de Daiane permanece no IML, aguardando exames complementares que devem esclarecer, de forma definitiva, como a corretora foi morta. Após a conclusão dessa etapa científica, e com a liberação do corpo, a família de Daiane pretende fazer o sepultamento em um cemitério de Uberlândia.