Caso Daiane: nova perícia apura se corretora foi morta a tiros e qual a dinâmica do crime

Polícia Civil refaz perícia no prédio onde o crime pode ter ocorrido e não descarta execução em outro local nem participação de mais pessoas

, em Uberlândia

Uma nova perícia realizada pela Polícia Civil nesta sexta-feira (30) busca esclarecer o Caso Daiane Alves, que pode ter como causa da morte um disparo de arma de fogo. A hipótese é investigada para reconstituir a dinâmica do crime ocorrido em Caldas Novas, que ganha novos contornos a partir da audência em que o suspeito teria dados novas informações. Delegados e investigadores da Delegacia de Homicídios retornaram nesta sexta-feira (30) ao prédio onde a vítima foi vista pela última vez em busca de novas evidências.

Peritos e investigadores da Polícia Civil realizam nova perícia no prédio onde Daiane teria sido vista pela última vez antes de desaparecer – Crédito: Record GO

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Segundo o delegado André Luiz Barbosa, a perícia realizada nesta sexta também se estende no sábado, com foco em identificar vestígios que confirmem a utilização de arma de fogo, hipótese que pode corroborar informações prestadas pelo suspeito durante audiência. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o meio utilizado para matar Daiane.

Durante a perícia, o delegado alertou aos inquilinos do condomínio sobre o barulho de tiros que deverão ser disparados durante a perícia. A ação faz parte do trabalho dos peritos em tentar descobrir como e o local em que a corretora foi assassinada.

Nesta sexta, as equipes estiveram no edifício onde o crime teria ocorrido, analisando tanto o subsolo, local onde a vítima teria sido abordada pela última vez, quanto o apartamento do síndico, que confessou o homicídio.

De acordo com a investigação, todos os ambientes estão sendo cuidadosamente analisados, já que o filho do síndico, que também morava no prédio, está preso por obstrução de Justiça, suspeito de ocultar e destruir provas relacionadas ao crime. A polícia tenta reconstruir passo a passo o que aconteceu e obter novas pistas sobre como Daiane foi morta.

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Outro ponto central da nova perícia é esclarecer se o suspeito agiu sozinho. Em depoimento, ele afirmou que o filho não teria participado do crime, mas os investigadores não descartam a possível participação dele e até de uma terceira pessoa.

A Polícia Civil não descarta hipótese de que Daiane não tenha sido morta no prédio, mas levada para outro local onde teria sido executada, com o corpo posteriormente abandonado em uma área de mata. O corpo da vítima ficou desaparecido por 43 dias, o que dificultou a coleta inicial de vestígios.

Até agora, não há confirmação se a morte ocorreu por disparo de arma de fogo, asfixia ou outro meio. A perícia segue coletando evidências para subsidiar a conclusão do inquérito policial, que deve ser finalizado dentro do prazo de 30 dias.