Caso Daiane Alves: Justiça mantém prisão de síndico e marca audiência

Decisão judicial confirma permanência do réu na cadeia enquanto processo segue na Justiça; audiência será realizada por videoconferência

, em Uberlândia

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A Justiça decidiu manter preso o síndico acusado de envolvimento na morte da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, em Caldas Novas (GO). A decisão foi publicada na manhã desta quinta-feira (12), às 10h25. No despacho, a juíza responsável pelo processo determinou que Cléber Rosa de Oliveira continuará em prisão preventiva, enquanto o caso segue em andamento.

Caso Daiane Alves
Justiça mantém prisão de Cléber Rosa e marca audiência para maio – Crédito: TV Record/Reprodução

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A magistrada também marcou a audiência de instrução e julgamento para o dia 6 de maio de 2026, às 13h30. A sessão será realizada por videoconferência devido às obras de reforma estrutural no prédio do fórum da cidade.

Audiência vai ouvir testemunhas e analisar provas

Durante a audiência prevista para maio, devem ser ouvidas testemunhas e analisadas as provas reunidas no processo. O documento também lista todos os crimes pelos quais Cleber Rosa é acusado e quem serão as pessoas chamadas para prestar depoimento em maio.

Nesta fase, a defesa do síndico preferiu não entrar em detalhes sobre o mérito da acusação, aguardando a reunião de todas as provas na audiência marcada. Caso não haja uma absolvição imediata após essa etapa, o processo segue para a fase final que decidirá a sentença.

Ao manter o síndico preso, a Justiça apontou que as provas colhidas pela polícia até agora são graves o suficiente para justificar a permanência dele no sistema prisional.

Caso Daiane Alves: relembre o crime

Daiane Alves Souza estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025. Após cerca de 40 dias de buscas, o corpo da corretora foi localizado em uma área de mata na região de Caldas Novas.

Durante coletiva realizada em fevereiro, investigadores informaram que as apurações indicam que o ato teria sido premeditado.

 Confira os pontos principais da investigação:

  • Armadilha: Para atrair Daiane, o síndico teria desligado propositalmente a energia do apartamento dela. Quando a corretora desceu ao subsolo para verificar o quadro de luz, foi surpreendida pelo agressor. Os últimos momentos foram gravados pela vítima.
  • Ataque estratégico: Imagens de câmeras e perícias indicam que Cleber já a esperava de luvas e capuz. Ele teria deixado uma caminhonete com a capota aberta estrategicamente perto do local para facilitar a retirada do corpo do condomínio.
  • Histórico de perseguição: Antes do crime, Daiane e Cleber tiveram diversas denúncias registradas na polícia. O síndico é acusado de praticar “stalking” (perseguição obsessiva), chegando a enviar fotos da corretora para a própria irmã dela como forma de intimidação.

A investigação concluiu que a relação conflituosa entre os dois, que já se arrastava na justiça, foi o que motivou o ataque planejado pelo síndico.

Com a decisão judicial desta semana, o processo segue para a próxima fase, quando testemunhas e envolvidos devem ser ouvidos pela Justiça.