Avião que bateu em prédio em BH estava com certificação em dia
Aeronave de 1979 estava com certificado de navegabilidade em dia; após resgate de sobreviventes, bombeiros utilizaram espuma mecânica para isolar combustível e evitar explosões no local
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O avião que bateu em prédio localizado no bairro Silveira, em Belo Horrizonte, no início da tarde desta segunda-feira (04), o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) em dia, com validade até 1º de abril de 2027.
A aeronave vinha do Vale do Jequitinhonha, fez uma escala em BH e seguia para São Paulo quando o acidente aconteceu. Ela decolou do Aeroporto da Pampulha às 12h16 desta segunda-feira (4) e caiu cerca de cinco minutos depois, às 12h21, quando o corpo de bombeiros foi acionado.

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Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), profissionais foram acionados para realizar os trabalhos de coleta e confirmação de informações no local, bem como para levantar informações necessárias para a investigação. Novos detalhes sobre a ocorrência serão divulgadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA).
Avião que bateu em prédio em BH era de 1979
Segundo informações do Registro Aeronautico Brasileiro (RAB), o avião de prefixo PT-EYT é um modelo EMB-721C, popularmente conhecido como Sertanejo. Fabricado em 1979 pela antiga Indústria Aeronáutica Neiva, atualmente subsidiária da Embraer.
Aaeronave é um monomotor configurado para operações de pouso convencional. Com número de série 721142, o modelo possui capacidade para transportar até cinco passageiros, além de contar com um assento destinado à tripulação (quem realiza operação e garantia de seguraça do vôo), totalizando seis assentos em sua estrutura interna.

O Sertanejo suporta no máximo 1.633 kg para realizar a decolagem em segurança. Para operar este tipo de aeronave, a certificação exige uma tripulação mínima de um integrante com habilitação do tipo MNTE (Monomotor Terra). No momento do acidente, o avião era operado pela empresa INET Telecomunicações Ltda.
Apesar de estar com o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) em dia, com validade até 1º de abril de 2027, os registros da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) indicam que o monomotor não possuía autorização para realizar operações comerciais. Isso significa que a aeronave estava impedida de prestar serviços de Táxi Aéreo, serviços aéreos especializados ou voos de instrução, sendo sua categoria de certificação classificada como “Normal” sob o regulamento RBAC 91.
Detalhes Técnicos da Aeronave:
Modelo: EMB-721C (Sertanejo)
Ano de fabricação: 1979
Capacidade total: 6 assentos (1 tripulante e 5 passageiros)
Peso máximo de decolagem: 1.633 kg
Situação de navegabilidade: Regular, com CVA válido até abril de 2027
Restrições de operação: Não autorizado para Táxi Aéreo ou serviços comerciais
Após resgate das vítimas, bombeiros garantiram a segurança no local
Até o momento, das cinco pessoas que estavam dentro do avião, foi confirmada apenas a morte no local do piloto, de 34 anos, e do ocupante do banco do copiloto, de 36 anos. Os outros passageiros foram levados em estado grave para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII.
Para garantir a segurança na área do acidente e evitar novas tragédias, o Corpo de Bombeiros agiu rapidamente para neutralizar o risco de explosão. Os militares aplicaram espuma mecânica (LGE) sobre o combustível que vazou da aeronave e sobre os fluidos espalhados após atingir a estrutura do prédio, que também ficou danificada.
Essa medida técnica é fundamental em sinistros aéreos urbanos para eliminar focos de incêndio e garantir a estabilidade do cenário durante o trabalho da perícia e o resgate dos moradores.