“Filho de peixe, peixinho é”: quando o exemplo do pai vira caminho em Uberlândia

De uma clínica odontológica aos ginásios de futsal, histórias de pais e filhos mostram como exemplos dentro de casa ajudam a construir trajetórias de vida

, em Uberlândia

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O exemplo de um pai pode ser o primeiro caminho para um filho descobrir uma vocação. Em Uberlândia, duas histórias mostram como admiração, convivência e incentivo familiar influenciaram escolhas profissionais e sonhos. Neste Dia dos Pais, o Paranaíba Mais apresenta trajetórias de filhos que encontraram nos pais uma inspiração para construir os próprios caminhos: duas irmãs que seguiram a carreira do pai na odontologia e um adolescente que descobriu no futsal a mesma paixão do pai pelo esporte.

Pai Uberlândia
Flávio Domingues das Naves ao lado das filhas, Júlia e Laura, que seguiram seus passos na Odontologia – Crédito: TV Paranaíba/Reprodução

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Pai, dentista, professor e inspiração

Júlia e Laura Garcia Naves cresceram acompanhando a rotina do pai, o dentista Flávio Domingues das Naves. A profissão esteve presente desde cedo, mas nunca foi uma escolha imposta.

As duas foram aprovadas em Odontologia na Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e, recentemente, concluíram a graduação. Para Laura, seguir a carreira do pai aconteceu de forma natural.

“Todo mundo pergunta e acha que foi uma coisa muito influenciada, como se meu pai tivesse imposto isso. Nunca foi assim. Foi algo muito natural. Essa influência veio muito mais da admiração que a gente tinha pela profissão dele.”

Flávio tem quase 40 anos de carreira na Odontologia. Mesmo com a experiência profissional, sempre incentivou as filhas a escolherem o próprio caminho.

“Eu nunca quis que elas escolhessem Odontologia por minha causa. Eu queria que elas escolhessem algo que realmente quisessem fazer.”

A história ganhou um capítulo curioso quando Flávio também se tornou professor das próprias filhas na UFU.

Ele conta que precisou equilibrar os papéis de pai e professor e preferiu deixar que Júlia e Laura tivessem contato com outros docentes e construíssem a própria trajetória acadêmica.

Para Júlia, a experiência rendeu situações inusitadas. Logo no início da faculdade, o pai apresentou a área em que trabalhava e mostrou uma foto dela para a turma.

“Ele colocou um slide com várias fotos minhas falando: ‘essa é a minha filha que está na turma de vocês’. Todo mundo virou para olhar e eu fiquei constrangida.”

Apesar das brincadeiras, as irmãs dizem que conseguiram separar a vida acadêmica da familiar. Hoje, depois da graduação, elas se preparam para um novo passo: o mestrado na própria UFU.

“A gente brinca que viveu a faculdade em família. Foi muito enriquecedor ter meu pai como professor e como grande profissional que a gente admira.”

Pai e treinador: apoio dentro e fora da quadra

A história de Samuel Teixeira começou de uma forma diferente. Antes de se tornar goleiro do Sub-16 do Praia Clube Futsal, ele sequer gostava de futebol.

A mudança aconteceu durante a Copa do Mundo de 2022. O assunto dominava as conversas na escola e Samuel começou a jogar nos intervalos, justamente no gol.

“Antes eu detestava futebol. Na Copa de 2022 todo mundo só falava disso na escola. Nos intervalos comecei a jogar no gol e continuei.”

Um ano depois, ele entrou na escolinha do Praia. Na sequência, passou pelas categorias de base e chegou ao Sub-16.

O caminho acabou aproximando Samuel ainda mais do pai, Wesley Szabo, conhecido como Alemão, atual técnico do Praia Clube Futsal.

Pai Uberlândia
Wesley Szabo, o Alemão, e Samuel compartilham o abraço após uma trajetória que aproximou ainda mais os dois pelo futsal – Crédito: TV Paranaíba/Divulgação

Alemão tem uma longa trajetória no esporte. Foi atleta, viveu experiências em equipes de alto rendimento na Espanha e na Itália e, há 11 anos, trabalha como treinador.

Mesmo assim, ele não esperava que o filho escolhesse o mesmo universo.

“Foi uma surpresa grande, porque ele não gostava muito de futebol e futsal. Depois chegou ao Praia Clube, viu aquela diversidade de esportes e acabou gostando.”

Aos 16 anos, Samuel divide a rotina entre estudos e treinos. Como goleiro, também conta com a experiência do pai para evoluir.

Mas, para Alemão, ser pai vem antes de ser treinador, “A gente tenta apoiar e mostrar o caminho. O esporte de alto rendimento exige muita dedicação, mas a escolha precisa partir deles.”

Além de Samuel, Alemão é pai de Maria Clara, de 9 anos. Dentro de casa, a família também convive com uma rivalidade futebolística: Alemão é corintiano, enquanto Samuel escolheu o Palmeiras.

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Mais que herança profissional, um legado de valores

Histórias como as de Flávio e suas filhas, e de Alemão e Samuel, mostram que a influência dos pais aparece nos valores transmitidos diariamente, no incentivo diante dos desafios e na presença durante cada conquista.

Para Alemão, a experiência de ser pai mudou a forma como ele enxerga a vida.

“Ser pai não é fácil. É uma bênção e uma responsabilidade muito grande. Quando seu filho nasce e você pega no colo pela primeira vez, é um sentimento que você nunca teve antes. É uma mistura de responsabilidade, alegria e um amor muito grande.”

Neste Dia dos Pais, histórias assim mostram que, muitas vezes, os maiores exemplos começam dentro de casa.

Feliz Dia dos Pais.

Acompanhe os detalhes dessas histórias no vídeo da matéria completa:

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