Após ameaças de bomba a 27 voos, emissoras de TV da Europa também recebem alertas
Alertas foram enviados a emissoras da Irlanda, Reino Unido e Bulgária nesta sexta-feira (6). Polícia realizou buscas, mas nenhuma bomba foi encontrada
Emissoras de televisão de diferentes países da Europa receberam ameaças de bomba nesta sexta-feira (6). Os avisos provocaram a evacuação de funcionários, operações de segurança e alterações na programação de algumas empresas. Apesar do alerta, nenhum explosivo foi encontrado nos locais investigados. As informações são da Agência Brasil, replicadas da Agência Reuters.
Entre as emissoras afetadas estão a irlandesa RTE, a britânica Sky e a búlgara Nova TV. Em pelo menos dois casos, os comunicados foram enviados por e-mail com mensagens ameaçadoras e a afirmação de que dispositivos explosivos haviam sido instalados nos prédios.
Os alertas contra emissoras acontecem em meio a uma sequência de falsas ameaças de bomba contra o transporte aéreo europeu durante toda esta semana. Na quinta-feira (5), pelo menos 27 voos de passageiros foram afetados em diferentes países, provocando desvios, inspeções e pousos fora do destino previsto.

Ameaças em emissoras de TV da Europa
Uma das mensagens dizia que uma bomba detonaria em 45 minutos e trazia a frase: “O tempo está se esgotando”. O conteúdo também afirmava que o objetivo seria chamar a atenção mundial para um grupo responsável pelas ameaças.
Na Bulgária, a sede da Nova TV, em Sófia, foi evacuada e passou por uma inspeção policial. Após a varredura, o prédio foi considerado seguro e os funcionários puderam retornar. A transmissão da emissora não chegou a ser interrompida.
Na Irlanda, a situação provocou mudanças na programação da RTE, que substituiu temporariamente as transmissões por músicas e uma mensagem gravada. A programação jornalística ficou fora do ar por até três horas. Os funcionários retornaram ao local depois de uma operação policial que durou mais de três horas.
Documentos assinados
Segundo a Reuters, as ameaças foram assinadas com o nome de Mikhail Andropov, que se apresentou como integrante de um grupo responsável por outros alertas registrados durante a semana. No entanto, não há confirmação sobre a identidade dos autores ou uma possível ligação com organizações estrangeiras.
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O primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin, afirmou que as autoridades europeias ainda investigam se os episódios envolvendo emissoras de televisão e aeronaves fazem parte de uma ação coordenada ou se foram praticados por indivíduos isolados.
Ameaças também atingiram voos comerciais
As ocorrências envolveram aeroportos de países como França, Espanha, Polônia, Dinamarca, Bulgária e Itália. Algumas aeronaves receberam escolta de caças militares, enquanto outras precisaram interromper procedimentos de decolagem ou passar por inspeções de segurança.
Durante toda a semana
Na última terça-feira (3), pelo menos sete voos e um navio de cruzeiro também foram alvos de ameaças semelhantes.
Embora autoridades de alguns países europeus tenham apontado anteriormente a Rússia como possível responsável por ações de sabotagem e ataques híbridos, não há confirmação de envolvimento russo nos episódios recentes. Moscou nega qualquer participação.
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Especialistas em segurança também consideram outras possibilidades, como ações individuais e ameaças reproduzidas por imitadores. Até o momento, as inspeções realizadas não identificaram explosivos nos aviões, navios ou prédios de emissoras atingidos pelos alertas.
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