Acidente na Nicomedes teve versões contraditórias; veja o que a câmera registrou
Batida no cruzamento da avenida com a Rua Professora Maria Célia Cense foi registrado por câmeras de segurança; condutora deve apresentar imagens para comprovar sua versão
Um acidente de trânsito ocorrido no cruzamento da Avenida Nicomedes Alves dos Santos com a Rua Professora Maria Célia Cense, em Uberlândia, envolveu duas versões opostas registradas em Boletim de Ocorrência.
Inicialmente, o documento elaborado pela Polícia Militar constou como causa presumida o desrespeito à parada obrigatória, versão apresentada pelo outro condutor do BYD Dolphin branco. No entanto, a motorista do Hyundai HB20 preto conseguiu imagens de câmeras de segurança que mostram uma situação diferente da relatada.

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Relatos contraditórios no registro policial
Após o acidente, os dois envolvidos no caso acionaram a Polícia Militar e se direcionaram até o batalhão para registro do Boletim de Ocorrência. No documento, registrado como “desrespeito à parada obrigatória”, foram apresentadas as versões dos condutores, que eram contraditórias.
O B.O. informa que o caso foi registrado na Avenida Nicomedes Alves dos Santos na última quinta-feira (27), por volta das 21h30. A mulher de 52 anos, condutora do Hyundai/HB20 preto, relatou que descia a avenida, deu seta e parou no sinal de “PARE” para acessar a Rua Professora Maria Célia Cense, momento em que o veículo elétrico teria engatado marcha à ré na própria avenida e batido na lateral do seu carro.
Já o homem de 44 anos, condutor do BYD branco, relatou à PM que trafegava pela avenida quando sentiu um impacto na traseira, argumentando que a motorista teria avançado a sinalização em alta velocidade e trafegado pela contramão.
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Condutora relata constrangimento
Dias após o acidente, a condutora do HB20 conseguiu câmeras de segurança que registraram o momento em que o acidente aconteceu. Nas imagens é possível ver o momento em que ela faz a conversão, faz a parada obrigatória enquanto aciona a seta e assim que atravessa a via, é atingida por um veículo branco que descia em marcha ré.
Veja o vídeo do acidente na Nicomedes:
A motorista destacou que durante o registro do boletim de ocorrência viveu um grande desconforto e a dificuldade em apresentar sua narrativa no momento do atendimento. “Por ser mulher, me senti impotente por não conseguir me defender, mesmo estando certa e não tendo sido a responsável pelo acidente”, conta.
Ela ainda explicou que os militares teriam passado muito mais tempo ouvindo a versão do outro motorista, que se dizia advogado, do que o seu relato. “O homem que bateu em mim se dizia advogado e conhecer seus direitos. Eu tentava explicar a dinâmica e o policial me cortava. Meu depoimento durou 8 minutos, enquanto o dele durou mais de uma hora”, relatou.
Imagens serão analisadas
Com o vídeo em mãos, a condutora disse que agora consegue comprovar sua versão. “Agora consigo mostrar exatamente como a situação aconteceu. Se eu não tivesse conseguido essas imagens, o primeiro B.O. provavelmente teria acabado me colocando como errada”, disse.
A condutora pretende apresentar o material à Polícia Civil para a abertura de um novo Boletim de Ocorrência e anexação das imagens, permitindo que a dinâmica dos fatos e as responsabilidades pelo acidente sejam oficialmente apuradas.
A reportagem solicitou uma nota à PM, sobre as alegações da condutora e aguarda retorno. Para acompanhar atualizações do caso e outras notícias de Uberlândia e região, acesse o portal Paranaíba Mais.