Acidente de lancha: vítimas beberam antes de morrer em Sacramento

Inquérito da Polícia Civil detalha erros em série que levaram à morte de seis pessoas; piloto estava embriagado e não tinha licença

, em Uberlândia

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) encerrou o inquérito sobre o trágedia envolvendo uma lancha em Sacramento, ocorrido em fevereiro, com revelações que mudam o tom da fatalidade para a negligência. O relatório detalha que a tragédia foi o resultado de uma combinação de álcool, falta de treinamento e irregularidades técnicas.

Acidente de lancha
Álcool é apontado em vítimas de lancha em Sacramento – Crédito: BMG/Divulgação

📲 Siga o canal de notícias do Paranaíba Mais no WhatsApp

O ponto mais crítico do documento revela que cinco das seis vítimas fatais estavam sob efeito de álcool. Os exames laboratoriais confirmaram que tanto o condutor da embarcação quanto os adultos a bordo haviam bebido antes de navegar. A única vítima que não apresentava ingestão de álcool era uma criança de 4 anos.

A investigação técnica aponta que o estado do piloto foi determinante para que ele perdesse o controle da direção, colidindo frontalmente com um pilar. O impacto causou o tombamento imediato da lancha e o consequente afogamento dos passageiros.

Relembre o caso

A lancha “Vida Boa”, com 15 pessoas, bateu na passarela de um píer e virou, prendendo parte dos ocupantes sob o casco e dificultando a saída.

O grupo voltava de um bar flutuante para um rancho quando ocorreu a colisão, em um trecho raso do rio.

Seis pessoas morreram por afogamento e nove sobreviveram. Das vítimas, cinco tiveram as mortes confirmadas pelo IML de Araxá, além de uma criança de 4 anos:

  • Wesley Carlos da Costa, 45 anos
  • Juliana Fernanda de Oliveira Silva Ferreira, 40 anos
  • Viviane Aparecida Aredes, 35 anos
  • Bento Aredes Teixeira, 4 anos
  • Erica Fernanda Leal Lima (idade não confirmada)
  • Marina Matias Rodrigues, 22 anos

Veja o vídeo momentos após o acidente:

Pilotagem clandestina

Além da embriaguez, a polícia confirmou que o homem à frente do leme não possuía habilitação para pilotar embarcações. Somado à falta de licença do condutor, a lancha utilizada no passeio também estava com a documentação irregular perante os órgãos fiscalizadores.

Embora as falhas graves tenham sido comprovadas, o caso caminha para o encerramento jurídico sem culpados punidos. Como o condutor da lancha também morreu no acidente, a Polícia Civil informou a extinção da punibilidade.