Ministério da Saúde prepara SUS para atender migrantes da Venezuela
Segundo o Governo Federal, fluxo migratório na fronteira com o Brasil não teve aumento até o momento; equipes do Ministério da Saúde avaliam a situação no local
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O Ministério da Saúde estrutura um plano de contingência para resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) no caso da crise internacional após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, caso aja o aumento da demanda de migrantes da Venezuela na fronteira com o Brasil. A informação foi divulgada pela pasta na segunda-feira (5). Segundo o Governo Federal, não houve um aumento no fluxo migratório na região até o momento.

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Conforme o Ministério da Saúde, uma equipe da Força Nacional do SUS já foi enviada para avaliar as estruturas de saúde, profissionais, vacinas e outros insumos em Roraima, estado que faz fronteira com a Venezuela. Equipes da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) e de Saúde Indígena também foram mobilizadas na região para reduzir, ao máximo, os impactos no SUS brasileiro.
“Nossa equipe do Ministério da Saúde e membros da Força Nacional, que possuem vasta experiência em situações de tragédia, já estão presentes na região identificando, se necessário, estruturas hospitalares e avaliando a possibilidade de ampliação. Se preciso, montaremos hospitais de campanha ou expandiremos as estruturas existentes para reduzir os impactos no sistema público brasileiro”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A pasta também afirmou que está à disposição da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS) para caso seja necessário ajuda humanitária em meio à crise. “Estamos nos preparando para apoiar, se necessário, com medicamentos e insumos para diálise, visto que o principal centro de distribuição da cidade de La Guaira, na Venezuela, foi destruído pelo ataque”, reforçou Padilha.
A crise na Venezuela
A Venezuela foi invadida pelos Estados Unidos no último sábado (3) e o presidente do país, Nicolás Maduro, foi capturado, preso e levado para solo norte-americano. A vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu a liderança do país venezuelano durante a crise.
Maduro foi ouvido em uma audiência perante a Justiça dos Estados Unidos na segunda-feira (5), no tribunal federal de Manhattan, em Nova York. Ele se declarou inocente e disse ser “prisioneiro de guerra”. O ditador é acusado pelos EUA de envolvimento com narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e uso de armamento pesado.
