Delcy Rodríguez pede paz e diálogo em carta aberta a Trump
Documento foi divulgado pela presidente interina da Venezuela no domingo (4), um dia após a captura e prisão de Nicolás Maduro pelos EUA
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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que assumiu o comando durante a crise após a captura e prisão do presidente Nicolás Maduro, divulgou uma carta aberta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite de domingo (4). No texto, a líder pede por “paz e diálogo, não guerra”.
A vice-presidente executiva assumiu o poder na tarde do último sábado (3), horas após Maduro e sua esposa, Cilia Flores, serem capturados pelas Forças Armadas dos Estados Unidos. A Constituição da Venezuela estabelece que em diferentes cenários que preveem a ausência de um presidente, o vice-presidente assuma as funções presidenciais.

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Na carta aberta de Delcy Rodríguez, a presidente em exercício afirma que o país aspira viver “sem ameaças externas, em um ambiente de respeito e cooperação internacional”. Ela fez um apelo direto ao governo dos Estados Unidos pela paz e por uma agenda de cooperação.
“Convidamos o governo dos EUA a colaborar conosco em uma agenda de cooperação orientada para o desenvolvimento compartilhado, dentro da estrutura do direito internacional, para fortalecer a coexistência comunitária duradoura”, escreveu Delcy Rodríguez.
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Delcy Rodríguez condenou captura e prisão de Maduro
Horas após a operação militar em solo venezuelano, Delcy Rodríguez presidiu uma sessão do Conselho de Defesa Nacional, cercada por outros ministros e altos funcionários. Na ocasião, ela exigiu a “libertação imediata” de Maduro e sua esposa e condenou a ação dos Estados Unidos.
Diante da bandeira venezuelana, a presidente interina disse que a operação militar representa uma flagrante violação do direito internacional e da soberania da Venezuela.
“Convocamos os povos da grande pátria a permanecerem unidos, porque o que foi feito com a Venezuela pode ser feito com qualquer um. Esse uso brutal da força para dobrar a vontade dos povos pode ser executado contra qualquer país”, disse ela ao conselho, em um discurso transmitido pelo canal estatal de televisão VTV.
