Greve no HC-UFU gera adiamento de consultas e procedimentos
Servidores técnico-administrativos iniciaram paralisação por tempo indeterminado e cobram cumprimento de acordo firmado com o governo federal após mobilização nacional
Servidores técnico-administrativos do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) iniciaram, nesta semana, uma greve por tempo indeterminado. A paralisação já provoca mudanças em parte dos atendimentos da unidade, com remarcações pontuais de consultas, exames e cirurgias eletivas (não urgentes) desde segunda-feira (9).

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Greve no HC-UFU integra movimento nacional da categoria
O movimento faz parte de uma mobilização nacional dos servidores técnico-administrativos das universidades federais.
De acordo com o hospital, atendimentos ambulatoriais, exames e procedimentos cirúrgicos que não são considerados urgentes podem ter a data alterada. Pacientes com horários agendados estão sendo contatados pela equipe da unidade para receber novas orientações e reagendamento.
Serviços essenciais seguem funcionando, informa direção
Mesmo com a greve no HC-UFU, o hospital informou que está reorganizando as escalas de trabalho para garantir o funcionamento de áreas consideradas prioritárias.
Continuam operando normalmente serviços como urgência e emergência, oncologia, hemodiálise, transplantes e atendimento a gestantes com gravidez de alto risco.
A administração do hospital orienta que pacientes fiquem atentos a possíveis mudanças nos atendimentos programados.
Servidores cobram cumprimento de acordo
De acordo com o comando local do movimento, a greve no HC-UFU ocorre porque parte do acordo firmado com o governo federal após a greve de 2024 ainda não teria sido totalmente cumprida.
Os trabalhadores afirmam que a mobilização busca garantir a implementação do que foi negociado anteriormente com o Ministério da Gestão e Inovação.
Entre as reivindicações apresentadas pelos servidores estão:
- Cumprimento integral do acordo firmado em 2024;
- Jornada de trabalho de 30 horas semanais sem redução salarial;
- Valorização de servidores aposentados;
- Ampliação do reconhecimento de saberes e competências para aposentados e pensionistas;
- Medidas locais de combate ao assédio moral no ambiente de trabalho da universidade.
Segundo representantes do movimento, a categoria não pede novos benefícios, mas a execução do que já havia sido acordado.
Governo afirma que negociações continuam
Em nota, o Ministério da Educação informou que o governo federal mantém diálogo com os servidores e destacou que o Projeto de Lei 5.874/2025, que trata da reestruturação da carreira e do reconhecimento de saberes e competências, já foi aprovado na Câmara dos Deputados e aguarda análise no Senado.
Segundo o governo, a previsão é que o reconhecimento de saberes seja incorporado à carreira a partir de abril deste ano. A proposta também inclui a possibilidade de jornada de 30 horas semanais para servidores que atuam diretamente no atendimento ao público.
Enquanto as negociações seguem em andamento, o hospital afirma que continua reorganizando o funcionamento dos setores para manter o atendimento essencial à população.
Nesta quarta-feira (11) está prevista agenda do ministro da Educação, Camilo Santana (PT-CE) em Uberaba e há expectativa de que haja manifestações dos grevistas durante o compromisso ministerial no Triângulo Mineiro.