Fachin separa casos de Mendonça e Moraes e marca sessão para dia 23

Presidente da Corte rejeitou pedido para análise conjunta com Alexandre de Moraes; plenário avaliará separadamente se há elementos para abrir investigações envolvendo os dois ministros

, em Uberlândia

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, marcou para 23 de setembro uma nova sessão para analisar o procedimento relacionado ao ministro André Mendonça. O plenário avaliará se há elementos para abrir uma investigação sobre a atuação do magistrado em apurações relacionadas aos casos Banco Master e descontos no INSS.

Fachin rejeitou o pedido de Alexandre de Moraes para que o Supremo analisasse, na mesma sessão, os procedimentos relacionados aos dois ministros. O pedido argumentava que a análise conjunta evitaria decisões conflitantes e tumulto processual. O presidente da Corte, no entanto, considerou que os procedimentos estão em fases processuais diferentes e, por isso, devem ser analisados separadamente.

Fachin marca nova sessão sobre André Mendonça no STF para dia 23
Alexandre de Moraes, Edson Fachin e André Mendonça, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) – Crédito: Reprodução/Redes sociais

A decisão acrescenta uma nova sessão à agenda do STF em meio aos questionamentos relacionados à condução dos procedimentos que envolvem integrantes da própria Corte.

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Como ficam as duas sessões no STF?

O plenário mantém para terça-feira (15) a análise do procedimento relacionado a Alexandre de Moraes. Entre os elementos que serão considerados estão informações reunidas pela Polícia Federal a partir de mensagens envolvendo o ministro e Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Em 23 de setembro, será a vez do procedimento relacionado a André Mendonça.

Nas duas sessões, o STF deverá decidir se existem elementos suficientes para a abertura de investigações formais. O plenário não julgará eventual culpa dos ministros nessas datas.

O que será analisado no caso de André Mendonça?

Os questionamentos relacionados a Mendonça envolvem alegações sobre a imparcialidade do ministro na condução de investigações relacionadas ao Banco Master. Entre os pontos apresentados está a alegação de que Mendonça teria favorecido determinados grupos políticos e direcionado pessoas para investigação, entre elas Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Parte dos questionamentos se baseia em informações presentes em um documento interno da Polícia Federal (PF) que, conforme as informações divulgadas sobre o material, não possui valor probatório. Caberá ao plenário avaliar se o conteúdo apresenta elementos suficientes para justificar a abertura de uma investigação.

O caso ganhou novos desdobramentos após Mendonça tornar públicos documentos relacionados às apurações e que mencionam Moraes e Vorcaro. A Procuradoria-Geral da República (PGR) questionou a divulgação parcial do material.

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O que será analisado no caso de Moraes?

No procedimento previsto para terça-feira (15), o STF analisará informações obtidas pela Polícia Federal em mensagens de Daniel Vorcaro. Segundo o relatório, Vorcaro teria consultado Moraes sobre o risco de prisão e a possibilidade de deixar o país. O material divulgado não permite identificar qual teria sido a resposta do ministro.

A documentação também aponta a participação de Moraes na revisão final de um contrato de R$ 131 milhões firmado entre Vorcaro e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.  Quando o contrato se tornou público, o escritório informou que Moraes foi consultado, na condição de marido da sócia-diretora, para verificar a existência de possíveis impedimentos legais antes da assinatura.

Fachin já havia adotado outras medidas relacionadas ao caso Master, entre elas a determinação para que Mendonça retirasse o sigilo de documentos ligados ao procedimento.

Acompanhe o Portal Paranaíba Mais para conferir os desdobramentos das sessões no STF e as novas informações sobre o caso Banco Master.