Febre do Nilo Ocidental é confirmada a menos de 300 km de Uberlândia
São Paulo registra os dois primeiros casos humanos de febre do Nilo Ocidental de sua história, em cidades a poucas horas de Uberlândia; saiba sintomas e tratamento.
A febre do Nilo Ocidental chegou pela primeira vez ao estado de São Paulo, em cidades situadas a menos de 300 km de Uberlândia. A doença também foi registrada em Santa Catarina, onde causou uma morte, além de existir um caso provável no Piauí. Em todo o país, a vigilância epidemiológica e laboratorial do Ministério da Saúde segue acompanhando casos e trabalhando para a confirmação de suspeitas.

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Uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto (280 km de Uberlândia) , e uma adolescente de 18 anos, residente em São José do Rio Preto (288 km de Uberlândia), são os dois casos confirmados pelo Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac (CVE-SP), ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP).
A paciente de Ribeirão Preto relatou ter viajado recentemente para a região amazônica e já se recuperou totalmente da infecção. Já a adolescente de São José do Rio Preto permanece internada, recebendo acompanhamento médico. Nunca antes o estado paulista havia notificado casos humanos da doença, o que reforça a atenção das autoridades sanitárias sobre o avanço do vírus pelo país.
Vigilância se intensifica após casos de febre do Nilo Ocidental
A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo (CVE-SP), Tatiana Lang D’Agostini, destacou que a confirmação dos casos exige atenção redobrada das equipes de saúde. Segundo ela, a descoberta reforça a importância da vigilância epidemiológica e do acompanhamento contínuo da situação, com equipes municipais e estaduais atuando na investigação para identificar o local provável de infecção e orientar as medidas de prevenção.
O cenário não se limita a São Paulo. De acordo com o Ministério da Saúde, outros dois casos foram confirmados em Santa Catarina, sendo que um deles evoluiu para óbito, além de um caso provável registrado no Piauí. Diante do avanço da doença em diferentes regiões, o órgão federal informou que mantém a vigilância epidemiológica e laboratorial ativa para identificar novos casos e possíveis áreas de transmissão.
Como se pega febre do Nilo Ocidental e quais os sintomas
O vírus é transmitido pela picada de mosquitos infectados, principalmente do gênero Culex, popularmente conhecido como pernilongo. Boa parte das pessoas contaminadas nem chega a perceber, já que a estimativa é de que apenas 20% dos infectados desenvolvam sintomas, geralmente leves.
Quando aparecem, os sintomas mais frequentes da doença incluem:
- Sinais iniciais e gerais: febre, mal-estar, falta de apetite, náuseas e vômitos
- Dores no corpo: dor de cabeça, dor muscular e dor nos olhos
- Sinais visíveis: manchas na pele e aumento dos gânglios linfáticos (ínguas)
E também pode contar com confusão mental, rebaixamento do nível de consciência, tremores ou convulsões. Diante desses sintomas, a orientação é buscar avaliação médica imediata.
Os quadros podem variar desde uma febre passageira até formas mais graves, causando encefalite, meningite ou outras alterações neurológicas. Nesses casos, é necessária avaliação médica imediata e, quando indicado, hospitalização.
O diagnóstico é feito por meio de avaliação clínica somada a exames laboratoriais, principalmente em pacientes que apresentem sintomas compatíveis e histórico de exposição a áreas com presença do mosquito transmissor.
Tratamento da febre do Nilo Ocidental ainda não conta com vacina
Não existe, até o momento, vacina nem tratamento antiviral específico contra a febre do Nilo Ocidental em humanos. Nessas circunstâncias, o tratamento busca apenas controlar os sintomas e oferecer suporte ao organismo durante a recuperação.
- Casos leves: o paciente pode receber orientação para permanecer em repouso, manter uma boa hidratação e utilizar medicamentos para aliviar os sintomas, sempre conforme indicação médica.
- Casos graves: a condição pode exigir internação hospitalar, inclusive em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Nesses casos, a equipe médica pode recorrer à hidratação intravenosa, suporte respiratório e medidas para evitar infecções secundárias.
Como ainda não há imunização disponível, a prevenção segue sendo a principal arma contra a doença. Evitar a proliferação dos mosquitos é a medida mais eficaz, o que inclui o uso de repelentes, a instalação de telas em janelas e a eliminação de recipientes com água parada, onde o Culex costuma se reproduzir.
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