Estudo da UFU identifica contaminação bacteriana em caldo de cana em Uberlândia
Pesquisa analisou 10 amostras de caldo de cana comercializadas em Uberlândia e encontrou coliformes totais em todas elas; 70% estavam acima dos padrões da Anvisa
Uma pesquisa da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) identificou a presença de bactérias em todas as amostras de caldo de cana analisadas em Uberlândia. O estudo constatou que 70% das amostras apresentaram índices de contaminação acima dos limites estabelecidos pela legislação sanitária brasileira, o que, segundo os autores, reforça a necessidade de melhorias nos processos de produção e manipulação da bebida.
A pesquisa foi desenvolvida pela bióloga Janaína Nazario e integra o artigo “Análise dos Perigos Microbiológicos em Amostras de Caldo de Cana”.
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Pesquisa analisa caldo de cana em Uberlândia
O estudo avaliou dez amostras de caldo de cana comercializadas por vendedores formais e ambulantes em Uberlândia
Os resultados mostraram a presença de coliformes totais em todas as amostras analisadas. Esse grupo de bactérias ocorre naturalmente no solo, na água e em vegetais e é utilizado como indicador das condições de higiene durante o processamento de alimentos.
Já os coliformes termotolerantes, associados à contaminação fecal, foram identificados em sete das dez amostras. Segundo a pesquisa, os índices encontrados estavam acima do limite permitido pela legislação vigente.
De acordo com os parâmetros microbiológicos adotados no estudo, sete das dez amostras analisadas seriam consideradas impróprias para consumo.
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Bactérias identificadas nas amostras
Os pesquisadores também detectaram outras bactérias entéricas em todas as coletas realizadas.
A mais frequente foi a Klebsiella pneumoniae, microrganismo encontrado naturalmente no intestino de seres humanos e animais. Em pessoas com o sistema imunológico comprometido, a bactéria pode causar infecções.
Necessidade de melhorias na produção
De acordo com o artigo científico, o caldo de cana é uma bebida amplamente consumida no Brasil e comercializada tanto em estabelecimentos fixos quanto por vendedores ambulantes.
Os autores apontam que podem ocorrer falhas nos processos de preparo, armazenamento e manipulação do produto, favorecendo a contaminação microbiológica.
Diante dos resultados, a pesquisa conclui que são necessárias melhorias em todas as etapas da produção e comercialização do caldo de cana em Uberlândia para reduzir os riscos de contaminação microbiológica e minimizar a presença de bactérias potencialmente patogênicas.