Comitiva do Ministério da Saúde avalia atenção primária em Uberlândia, mas evita falar sobre falta de vacinas
Representantes estão na cidade para reuniões técnicas e visitas, mas afirmaram que não comentaram sobre a escassez de doses de vacinas
Uma comitiva do Ministério da Saúde chegou em Uberlândia nesta segunda-feira (7) para avaliar o desempenho da atenção primária no município. A equipe, que inclui representantes da pasta e do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, participa de reuniões técnicas, visitas a unidades de saúde e encontros com a Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
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Segundo a secretária de Atenção Primária do ministério, Ana Luiza Caldas, Uberlândia é considerada um modelo de boas práticas. “O Ministério da Saúde veio conhecer e vai estar cada vez mais nos territórios. Eu acho que Uberlândia se destaca nesse cenário”, afirmou.
Durante o encontro, a Prefeitura aproveitou para apresentar projetos que dependem de novos investimentos. O secretário de Saúde municipal, Adenilson Lima, reforçou a necessidade de transformar imóveis alugados em unidades definitivas. “Precisamos avançar com novas unidades de saúde”, disse.
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O prefeito Paulo Sérgio também defendeu o avanço na implantação das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), demandas que envolvem parceria com o governo estadual.
Apesar do clima de colaboração, a comitiva federal foi cobrada pela escassez de vacinas contra a gripe e a covid-19. Segundo a Prefeitura, desde 2023 o município recebe doses abaixo do necessário.
Na última semana, a aplicação da vacina contra a gripe teve de ser novamente restrita ao grupo prioritário, mesmo com a cidade em estado de emergência por síndrome respiratória aguda grave.
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Um ofício foi enviado ao Ministério da Saúde cobrando posicionamento. Durante o evento, no entanto, a assessoria da pasta informou que Ana Luiza Caldas não responderia perguntas sobre o assunto. Há três semanas, o Grupo Paranaíba solicitou informações ao ministério e ainda não obteve resposta.