Autoridades retornam ao Hospital Municipal de Uberlândia para nova fiscalização

Fiscalização avaliou avanços e pendências no Hospital Municipal, que enfrenta dívidas, suspensão de cirurgias e problemas estruturais sob acompanhamento do MPF

, em Uberlândia

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Autoridades municipais e representantes do Ministério Público Federal (MPF) retornaram ao Hospital Municipal de Uberlândia nesta sexta-feira (24) para uma nova fiscalização conjunta. A visita ocorreu 22 dias após a primeira inspeção, dentro do prazo estabelecido pelo MPF para que a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), gestora da unidade, apresente um plano de ação voltado à normalização dos atendimentos.

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Fachada do Hospital Municipal
Fachada do Hospital Municipal de Uberlândia, que passa por nova vistoria após denúncias de falhas na gestão e atrasos em atendimentos – Crédito: Secretaria de Comunicação/PMU

Hospital Municipal de Uberlândia passa por mais uma fiscalização

Segundo o secretário municipal de Saúde, Adenilson Lima, houve progresso em alguns setores desde a última visita, especialmente na limpeza e no reinício de cirurgias ortopédicas. No entanto, ele destacou que ainda há pontos críticos que precisam ser corrigidos.

“Avançamos na higienização e no retorno parcial das cirurgias, mas a rouparia ainda necessita de melhorias. Aguardamos o fim do prazo do Ministério Público, que é de 20 dias úteis para que o hospital entregue o plano de ação e possamos ter uma solução definitiva”, afirmou.

Primeira fiscalização

No início de outubro, o MPF recomendou que a SPDM e a Prefeitura de Uberlândia adotassem medidas imediatas para sanar falhas na prestação de serviços. Uma vistoria anterior apontou atrasos de pagamentos, dívidas superiores a R$ 12 milhões, suspensão de cirurgias, falta de insumos e problemas de higienização.

A recomendação fixou prazo de 20 dias úteis para a organização social apresentar documentos comprovando as providências adotadas.

A investigação conduzida pelos procuradores da República Cléber Eustáquio Neves e Leonardo Andrade Macedo constatou que a crise financeira da gestora afetou contratos com mais de 1,6 mil fornecedores, resultando no cancelamento de 65 cirurgias entre janeiro e agosto deste ano.

Além disso, mais de 200 pacientes aguardam procedimentos cirúrgicos e outros 801 esperam consultas pré-anestésicas.

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Durante a fiscalização anterior, foram identificados problemas de conservação, rouparia e limpeza, além da escassez de profissionais como anestesistas. Embora a SPDM tenha alegado que os déficits são resultados de dívidas herdadas de contratos anteriores, o MPF reforçou que o contrato de gestão firmado em junho transfere à organização a responsabilidade integral pelos serviços.

Em nota enviada à reportagem, a SPDM informou que mantém diálogo com o município sobre repasses referentes aos meses de maio e junho e sobre a normalização dos atendimentos no hospital.