Anvisa manda recolher dipirona após falha em lote

Órgão determina recolher dipirona e suspende lote após detectar desvio de qualidade com presença de partículas na composição do medicamento

, em Uberlandia

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu recolher um lote de dipirona nesta quarta-feira (8).  Na resolução, foi determinada a retirada imediata dos produtos após a confirmação de desvio de qualidade. A medida envolve a dipirona monoidratada 500 mg/ml, apresentada em caixas com 100 ampolas de 2 ml, produzida pela Hypofarma.

 

Fachada do edifício sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que mandou recolher dipirona
Resolução foi publicado no Dirário Oficial da União – Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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O lote 24112378 teve a comercialização, distribuição e uso suspensos em todo o país. Segundo a resolução publicada no Diário Oficial da União, o motivo foi a identificação de material particulado na solução, ou seja, a presença de partículas não dissolvidas e estranhas à formulação do produto.

A decisão está fundamentada em normas sanitárias vigentes e foi adotada como medida preventiva diante do desvio de qualidade identificado.

A determinação de recolher dipirona está diretamente ligada ao controle de qualidade exigido para medicamentos. No caso específico, a presença de material particulado levou à suspensão imediata do lote, conforme previsto em legislação sanitária.

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Posicionamento da fabricante da dipirona

Em nota, a Hypofarma informou que a ocorrência está relacionada a um único lote. A empresa destacou que seus produtos seguem padrões técnicos e regulatórios estabelecidos pelas autoridades sanitárias e afirmou que continua investindo na modernização dos processos produtivos e no aprimoramento dos controles de qualidade.

 

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Outros produtos também são alvo de medidas sanitárias

No mesmo dia, a Anvisa adotou ações contra outros medicamentos e empresas. Entre elas, a determinação de apreensão, recolhimento e suspensão de produtos como ésteres de testosterona, nandrolona, tirzepatida e semaglutida da empresa Mali Produtos Para Saúde Ltda., após a constatação de falhas no controle de qualidade, incluindo problemas no armazenamento, ausência de testes e irregularidades na aquisição de matérias-primas.

Além da dipirona, também houve medidas contra medicamentos manipulados estéreis da empresa Terapeutica Farmacia de Manipulação Ltda., após a identificação de irregularidades sanitárias em inspeção conjunta, e a proibição de produtos sem registro ou autorização para fabricação.