Anvisa aprova 5 novas canetas emagrecedoras; saiba quais são
Novos medicamentos à base de semaglutida, substância presente no Ozempic e Wegovy, ampliam a concorrência no Brasil e podem aumentar a oferta para pacientes com diabetes tipo 2
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Pacientes com diabetes tipo 2 poderão contar, nos próximos meses, com mais opções de medicamentos à base de semaglutida, substância usada em remédios como Ozempic e Wegovy. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de cinco novas canetas injetáveis, aumentando a concorrência no mercado e a expectativa de aumento da oferta no país.
Conhecidas como canetas emagrecedoras, os novos medicamentos foram registrados para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 que não conseguem controlar adequadamente a doença apenas com a metformina. Eles deverão ser usados como complemento à dieta e à prática de exercícios físicos.
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Quais são as novas canetas aprovadas pela Anvisa?
Os cinco medicamentos autorizados são:
- Owozy, da Ávita Care;
- Seemasun, da Sun Farmacêutica;
- Zempneo, da Brainfarma;
- Semavy, da Cosmed;
- Orsema, da Ranbaxy.
Todos têm como princípio ativo a semaglutida produzida por via sintética e foram registrados por comparação com o Ozempic, medicamento de referência da categoria.
As apresentações aprovadas são soluções injetáveis para aplicação subcutânea, acompanhadas de caneta aplicadora e agulhas.

As novas canetas já estarão disponíveis?
Elas ainda não estarão disponíveis. A aprovação da Anvisa autoriza a comercialização dos medicamentos, mas não significa que eles chegarão imediatamente às farmácias. As fabricantes ainda definirão datas de lançamento, estratégias de distribuição e preços.
Até o momento, a agência não informou quando cada produto começará a ser vendido no Brasil.
O que muda para os pacientes?
A principal expectativa é o aumento da concorrência entre os fabricantes.
Nos últimos anos, a procura por medicamentos à base de semaglutida cresceu, provocando períodos de escassez e preços elevados. Com mais empresas autorizadas a comercializar produtos com o mesmo princípio ativo, a tendência é que a oferta aumente gradualmente.
Ainda assim, não é possível afirmar que haverá redução imediata dos preços.
As novas aprovações ocorrem poucos meses após o registro do Ozivy, primeiro concorrente nacional autorizado depois do fim da patente da semaglutida no Brasil.
O que é a semaglutida?
A semaglutida pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1. Na prática, ela imita a ação de um hormônio produzido pelo intestino, estimulando a produção de insulina, reduzindo a liberação de glucagon e aumentando a sensação de saciedade após as refeições.
Esses efeitos ajudam no controle da glicemia em pacientes com diabetes tipo 2 e também explicam o uso da substância no tratamento da obesidade. Por isso, ela ficou conhecida popularmente como componente das chamadas canetas emagrecedoras.
Cresce a corrida por medicamentos de semaglutida
Segundo a Anvisa, o número de pedidos de registro de medicamentos dessa classe aumentou após o desenvolvimento das versões sintéticas da semaglutida, em 2022, e com a expiração de patentes nos últimos anos.
Atualmente, 68% dos pedidos de registro de medicamentos injetáveis para obesidade e diabetes protocolados na agência referem-se a produtos sintéticos.
A agência informou ainda que, desde agosto de 2025, passou a priorizar a análise de medicamentos com semaglutida e liraglutida, após solicitação do Ministério da Saúde, para crescer o abastecimento e fortalecer o acesso aos tratamentos.
Como parte dessa estratégia, a Anvisa implantou um plano com 125 iniciativas para reduzir a fila de registros. Dos 24 medicamentos incluídos no edital prioritário, 11 já tiveram a análise concluída, resultando em seis aprovações até o momento.
Venda continua com controle
Apesar do aumento da oferta, as regras para compra desses medicamentos permanecem as mesmas. Desde junho de 2025, as farmácias são obrigadas a reter a receita médica para a venda de medicamentos agonistas de GLP-1, como Ozempic e Wegovy.
A Anvisa também proibiu a prescrição de versões manipuladas desses medicamentos por causa dos riscos relacionados à segurança e à eficácia.
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