Uberlândia é a 2ª cidade de MG com mais denúncias de assédio eleitoral nas Eleições 2026
Uberlândia registrou 20 denúncias ao Ministério Público do Trabalho até o fim do primeiro turno; Belo Horizonte lidera, com 50 casos
Uberlândia foi a segunda cidade de Minas Gerais com o maior número de denúncias de assédio eleitoral registradas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) durante as Eleições 2026. O município contabilizou 20 denúncias até o domingo (04), dia do primeiro turno.
Belo Horizonte aparece na liderança, com 50 registros, enquanto Divinópolis ocupa a terceira posição, com 10 denúncias. Ao todo, as cidades mineiras listadas pelo MPT somam 110 denúncias no período.

O levantamento faz parte dos dados divulgados pelo MPT após o primeiro turno. Em todo o Brasil, foram registradas 991 denúncias de assédio eleitoral até o domingo de votação. Na sexta-feira (02), último dia útil antes da eleição, eram 851 casos.
Veja as cidades com mais denúncias em Minas
Belo Horizonte: 50 denúncias
Uberlândia: 20 denúncias
Divinópolis: 10 denúncias
Coronel Fabriciano: 7 denúncias
Patos de Minas: 7 denúncias
Varginha: 7 denúncias
Juiz de Fora: 2 denúncias
Montes Claros: 2 denúncias
Pouso Alegre: 2 denúncias
Teófilo Otoni: 2 denúncias
Governador Valadares: 1 denúncia
Total: 110 denúncias.
Minas tem o segundo maior número de casos do país
Minas Gerais terminou o primeiro turno como o segundo estado com mais denúncias de assédio eleitoral, com 110 registros. São Paulo lidera, com 158, enquanto o Rio de Janeiro aparece na terceira posição, com 93.
O número de casos em Minas aumentou nos últimos dias antes da votação. Até sexta-feira (02), eram 94 denúncias. Somente em setembro, o MPT-MG recebeu 74 registros e, nos quatro primeiros dias de outubro, outras 21 denúncias foram encaminhadas às unidades do órgão.
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O que é assédio eleitoral?
Segundo o MPT, o assédio eleitoral ocorre quando a relação de trabalho é utilizada para pressionar, constranger ou tentar influenciar a escolha política de trabalhadores. A prática viola a liberdade de voto e de consciência, direitos protegidos pela Constituição.
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Entre as situações que podem caracterizar a prática estão ameaças de demissão ou prejuízos profissionais por causa da escolha política, promessas de benefícios vinculados ao voto, exigência de participação em atos de campanha e constrangimentos relacionados ao uso de símbolos ou materiais eleitorais.
Fiscalização continua antes do segundo turno
Mesmo após a definição dos cargos decididos no primeiro turno, o MPT informou que continuará recebendo e acompanhando denúncias de assédio eleitoral durante o período que antecede o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
As denúncias podem ser feitas pelo portal do Ministério Público do Trabalho.
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