De R$ 0,19 a R$ 121,39: Deputados do Triângulo que mais gastaram por voto ficaram de fora
Entre os eleitos, Fabão (PV) foi o que teve a menor média de gasto por eleitor; deputados federais foram os que mais gastaram por voto
Os gastos de campanha dos candidatos e deputados do Triângulo Mineiro nas Eleições 2026 apresentaram diferenças expressivas quando comparados ao número de votos recebidos.
O maior valor por voto ficou com Maurício do Vôlei (PL), de Iturama, que declarou R$ 1,95 milhão em despesas e teve custo de R$ 121,39 por voto. Ele não foi eleito.
Entre os nomes analisados, o ex-prefeito de Uberlândia Gilmar Machado (PT) teve o maior custo por voto entre os candidatos a deputado federal da cidade: R$ 51,57 por voto.

Gilmar declarou R$ 1,66 milhão em despesas de campanha, mas não conseguiu uma vaga na Câmara dos Deputados. O político ficou como suplente.
Na outra ponta está Fabão (PV), vereador de Uberlândia que venceu para deputado estadual. Mesmo com uma campanha gastando R$ 10.236 em despesas, o candidato conseguiu ser eleito.
O custo declarado foi de R$ 0,19 por voto recebido, o menor entre todos os nomes analisados. Todos esses valores são parciais e podem ser alterados até a finalização das declarações, nas quais podem ser feitas até dia 3 de novembro de 2026.
Deputados federais da região
Na primeira colocação, Maurício do Vôlei lidera como o que mais gastou por voto. Veja a lista completa:
Gilmar Machado (PT) – R$ 51,57 por voto, não eleito; gasto total: R$ 1.668.550,54.
Greyce Elias (PL) – R$ 45,02, eleita; gasto total: R$ 2.989.111,27.
Cristiano Caporezzo (PL) – R$ 44,44, eleito; gasto total: R$ 2.571.965,47.
André Janones (REDE) – R$ 21,45, eleito; gasto total: R$ 1.689.868,85.
Dandara (PP) – R$ 19,13, eleita; gasto total: R$ 2.069.896,26.
Ana Paula Leão (PP) – R$ 14,44, não eleita; gasto total: R$ 651.356,76.
Zé Silva (União) – R$ 13,88, não eleito; gasto total: R$ 987.805,52.
Zé Vítor (PL) – R$ 9,12, eleito; gasto total: R$ 1.322.154,74.
Weliton Prado (PSD) – R$ 5,56, eleito; gasto total: R$ 719.847,84.
Elismar Prado também teve campanha de baixo custo
Elismar Prado (PSD), de Uberlândia, que foi eleito após declarar R$ 193.122,37 em despesas, equivalente a R$ 1,71 por voto.
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Entre os demais candidatos a deputado estadual, os valores foram:
Arnaldo Silva(União) – R$ 17,21; não eleito; gasto total: R$ 892.124,11.
Maria Clara (PSDB) – R$ 11,12; eleita; gasto total: R$ 1.017.869,73.
Marli Ribeiro (PL) – R$ 10,15; eleita; gasto total: R$ 545.590,90.
Anderson Lima (PL) – R$ 8,59 por voto; eleito; gasto total: R$ 514.372,16.
Lud Falcão (Republicanos) – R$ 7,27; eleita; gasto total: R$ 1.162.546,38.
Raul Belém (PSD) – R$ 6,26; eleito; gasto total: R$ 466.700,51.
Bosco (PSD) – R$ 6,83; não eleito; gasto total: R$ 492.273,32.
Leonídio Bouças (PSDB) – R$ 4,03; não eleito; gasto total: R$ 163.087,70.
Vereadores também tiveram custos diferentes
O levantamento também considera vereadores de Uberlândia que disputaram as eleições, mas não foram eleitos.
Entre eles, Delegada Lia Valechi teve um dos maiores custos por voto. Ela declarou R$ 779.409,91 em despesas, o equivalente a R$ 44,09 por voto.
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Já Amanda Gondim apresentou um custo de R$ 2,78 por voto, enquanto Professor Ronaldo gastou R$ 3,54 por voto.
Confira outros valores: