Secretário vai à Câmara e detalha rombo de R$ 250 milhões na Saúde
Adenilson Lima apresenta balanço, aponta redução de R$ 40 milhões no déficit e responde vereadores
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O secretário municipal de Saúde de Uberlândia, Adenilson Lima, esteve na Câmara Municipal nesta sexta-feira (10) e apresentou um balanço da gestão desde 2024, destacando um déficit inicial de aproximadamente R$ 250 milhões na pasta. Segundo ele, em pouco mais de um ano, houve redução de cerca de R$ 40 milhões no rombo, sem corte de serviços à população.

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Durante a apresentação, Adenilson detalhou medidas adotadas para reduzir o déficit, como a busca por novos credenciamentos de serviços via Sistema Único de Saúde (SUS) e Governo de Minas, recomposição do teto da Média e Alta Complexidade (MAC), além da ampliação de financiamentos para unidades como UPAs e UAIs. Também mencionou esforços para viabilizar a implantação do Samu na cidade.
“O objetivo é captar recursos federais e estaduais para diminuir a necessidade de aporte do município. É uma tarefa difícil reduzir o déficit sem cortar serviços de assistência ao cidadão”, afirmou.
Outro ponto abordado foi um litígio de R$ 12 milhões envolvendo a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), responsável pela gestão do Hospital Municipal. De acordo com o secretário, os valores são questionados por supostos serviços não executados. Ele informou que a situação está em análise e não descartou medidas administrativas, embora não tenha confirmado eventual rompimento contratual.
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A participação ocorreu após articulação política: um requerimento de convocação apresentado pelo vereador Professor Conrado (MDB) foi rejeitado em plenário, e a presença do secretário acabou sendo viabilizada por meio de convite, articulado pela base do prefeito Paulo Sérgio. A ida, no entanto, ocorreu apenas nesta sexta-feira, o que surpreendeu parte dos parlamentares.
A audiência durou cerca de duas horas e foi marcada por questionamentos dos vereadores. O mais incisivo foi o autor do requerimento inicial, Professor Conrado, que apontou denúncias de falhas na rede municipal de saúde e avaliou que os esclarecimentos não foram suficientes.
A presidente da Comissão de Saúde e Saneamento, vereadora Gláucia da Saúde (PL), responsável pelo convite, defendeu a realização da reunião como forma de ampliar o diálogo institucional, mesmo após a rejeição da convocação formal.
O debate evidenciou divergências entre Legislativo e Executivo sobre a condução da política de saúde no município, em meio ao desafio de equilibrar as contas sem comprometer o atendimento à população.