Quem foi contra o fim da escala 6×1? Veja o voto de cada senador e quem não participou da votação

PEC prevê dois dias de descanso remunerado por semana, redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais sem corte salarial e uma transição gradual para as novas regras

, em Uberlândia

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O fim da escala 6×1 foi aprovado pelo Senado Federal por 75 votos a favor e um contra, nos dois turnos de votação realizados na quarta-feira (14). A proposta prevê a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem corte de salário, além de dois dias de descanso remunerado por semana.

O único voto contrário foi do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). O texto também prevê uma transição gradual para as novas regras, com a redução da jornada para 42 horas semanais antes de chegar ao limite definitivo de 40 horas.

A votação teve quórum de 77 senadores. Quatro parlamentares não registraram voto, enquanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), conduziu a sessão sem votar.

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fim da escala 6x1
O quórum da votação foi de 77 senadores, dos quais 75 votaram pela aprovação da PEC e apenas um votou de forma contrária – Créditos: Carlos Moura/Agência Senado

Como cada senador votou no fim da escala 6×1

A proposta recebeu apoio da ampla maioria dos senadores que registraram voto. Foram 75 votos favoráveis e apenas um contrário em cada turno.

Além de Hamilton Mourão, não registraram voto Ciro Nogueira (PP-PI), Marcio Bittar (PL-AC), Rogério Marinho (PL-RN) e Sergio Moro (PL-PR). Davi Alcolumbre não votou por presidir a sessão.

Veja a relação dos votos informados:

Senador Partido Voto
Alan Rick Republicanos-AC Sim
Alessandro Vieira MDB-SE Sim
Ana Paula Lobato PSB-MA Sim
Angelo Coronel Republicanos-BA Sim
Astronauta Marcos Pontes PL-SP Sim
Beto Faro PT-PA Sim
Camilo Santana PT-CE Sim
Carlos Fávaro PSD-MT Sim
Carlos Portinho PL-RJ Sim
Carlos Viana PSD-MG Sim
Chico Rodrigues PSB-RR Sim
Cid Gomes PSB-CE Sim
Ciro Nogueira PP-PI Não votou
Cleitinho Republicanos-MG Sim
Confúcio Moura MDB-RO Sim
Damares Alves Republicanos-DF Sim
Daniella Ribeiro PP-PB Sim
Davi Alcolumbre União-AP Presidente da sessão
Dr. Hiran PP-RR Sim
Dra. Eudócia PSDB-AL Sim
Eduardo Braga MDB-AM Sim
Eduardo Gomes PL-TO Sim
Efraim Filho PL-PB Sim
Eliziane Gama PSD-MA Sim
Esperidião Amin PP-SC Sim
Fabiano Contarato PT-ES Sim
Fernando Dueire PSD-PE Sim
Flávio Arns PSB-PR Sim
Flávio Bolsonaro PL-RJ Sim
Giordano Podemos-SP Sim
Hamilton Mourão Republicanos-RS Não
Humberto Costa PT-PE Sim
Irajá PSD-TO Sim
Ivete da Silveira MDB-SC Sim
Izalci Lucas PL-DF Sim
Jader Barbalho MDB-PA Sim
Jaime Bagattoli PL-RO Sim
Jaques Wagner PT-BA Sim
Jayme Campos União-MT Sim
Jorge Kajuru PSB-GO Sim
Jorge Seif PL-SC Sim
Jussara Lima PSD-PI Sim
Laércio Oliveira PP-SE Sim
Leany Lemos PSB-DF Sim
Lucas Barreto PSD-AP Sim
Luis Carlos Heinze PP-RS Sim
Magno Malta PL-ES Sim
Mara Gabrilli PSD-SP Sim
Marcelo Castro MDB-PI Sim
Marcio Bittar PL-AC Não votou
Marcos do Val Avante-ES Sim
Marcos Rogério PL-RO Sim
Nelsinho Trad PSD-MS Sim
Omar Aziz PSD-AM Sim
Oriovisto Guimarães PSDB-PR Sim
Otto Alencar PSD-BA Sim
Paulo Paim PT-RS Sim
Plínio Valério PSDB-AM Sim
Professora Dorinha Seabra União-TO Sim
Randolfe Rodrigues PT-AP Sim
Renan Calheiros MDB-AL Sim
Renan Filho MDB-AL Sim
Renzo Braz PP-MG Sim
Roberta Acioly Republicanos-RR Sim
Rogério Carvalho PT-SE Sim
Rogério Marinho PL-RN Não votou
Romário Sem partido-RJ Sim
Sargento Reginauro PSDB-CE Sim
Sergio Moro PL-PR Não votou
Sérgio Petecão PSD-AC Sim
Soraya Thronicke PSB-MS Sim
Styvenson Valentim Podemos-RN Sim
Teresa Leitão PT-PE Sim
Tereza Cristina PP-MS Sim
Vanderlan Cardoso PSD-GO Sim
Veneziano Vital do Rêgo MDB-PB Sim
Wellington Fagundes PL-MT Sim
Weverton PDT-MA Sim
Wilder Morais PL-GO Sim
Zenaide Maia PSD-RN Sim
Zequinha Marinho Podemos-PA Sim

Fonte: Senado Federal

O que muda com o fim da escala 6×1?

A proposta prevê mudanças na jornada de trabalho e no descanso semanal. A principal alteração é a redução do limite de horas trabalhadas, sem diminuição salarial.

Entre os pontos previstos no texto estão:

  • Jornada máxima de 40 horas semanais, em vez das atuais 44 horas;
  • Dois dias de descanso remunerado por semana, com preferência para o domingo;
  • Manutenção dos salários, sem redução em razão da diminuição da jornada;
  • Transição gradual, para permitir a adaptação às novas regras.

A escala 6×1 é o modelo em que o trabalhador exerce suas atividades durante seis dias consecutivos e descansa um dia. A proposta busca aumentar o período de descanso semanal.

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Quando a jornada de 40 horas começa a valer?

De acordo com o cronograma informado para a proposta, a mudança ocorreria em etapas após a promulgação.

  • Primeira etapa: 60 dias após a promulgação, a jornada máxima passaria a 42 horas semanais, com dois dias de descanso;
  • Segunda etapa: 12 meses depois, o limite chegaria a 40 horas semanais.

A aplicação das novas regras depende da confirmação do texto final e do calendário oficial de vigência. Por isso, a data exata em que cada etapa começará deve ser confirmada após a publicação oficial.

Hugo Motta celebra aprovação

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), comemorou a votação e classificou a aprovação como resultado de um esforço histórico.

Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que a proposta foi debatida e construída na Câmara com participação de trabalhadores, empresários e especialistas.

Motta destacou três pontos: redução da jornada para 40 horas semanais, dois dias de descanso e manutenção dos salários.

O que acontece agora?

O texto aprovado pelo Senado não sofreu alterações em relação à versão aprovada pela Câmara dos Deputados em maio. Por isso, a proposta seguiria para promulgação pelo Congresso Nacional.

A promulgação e a publicação oficial são etapas importantes para confirmar o texto definitivo e o início da contagem dos prazos de transição. Até que a vigência seja oficialmente estabelecida, o cronograma previsto deve ser apresentado como uma estimativa condicionada às regras finais.

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