Glauber Braga ocupa mesa diretora e tenta impedir votação de sua cassação
Glauber Braga (PSOL-RJ) ocupou a cadeira da presidência da Câmara depois que Hugo Motta decidiu colocar processos contra parlamentares em votação, inclusive o de Braga
A sessão desta terça-feira (9) à tarde na Câmara dos Deputados foi interrompida por causa de uma manifestação do deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ), que ocupou a cadeira da presidência e disse que não sairia de lá. A confusão foi motivada pela decisão do presidente da casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), de colocar em votação dois projetos com viés polêmico; um deles o chamado PL da Dosimetria, que reduz as penas dos condenados no ato golpista de 8 de janeiro de 2023, o outro prevê punições a quatro deputados. Um deles é justamente o processo de cassação do mandato de Glauber Braga, por agredir uma pessoa no estacionamento da Câmara. “Que me arranquem da cadeira e me tirem daqui”, disse Glauber, sentado na cadeira do presidente.

Por causa da confusão, a sessão foi interrompida e as transmissões ao vivo do plenário da Câmara foram desligadas. Policiais legislativos e colegas deputados tentaram demover o parlamentar do PSOL do ato rebelde, mas ele insistiu que permaneceria na mesa diretora. Jornalistas foram retirados do plenário durante a confusão e não puderam gravar imagens.
Além do processo contra Glauber, a pauta definida por Hugo Motta tem ainda o processo de cassação da deputada Carla Zambelli (PL-SP0, já condenada pelo STF; a retomada da contagem de faltas do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos desde fevereiro; e o processo disciplinar contra Alexandre Ramagem (PL-RJ), que também já foi condenado pelo STF e fugiu para os Estados Unidos.
Depois de muita conversa e tentativas, o deputado Glauber Braga foi retirado a força pelos integrantes da Polícia Legislativa.
Sobre Glauber Braga
O parlamentar foi acusado pelo partido Novo de ter faltado ao decoro parlamentar ao expulsar da Câmara, em abril do ano passado, com empurrões e chutes, o integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) Gabriel Costenaro.
Glauber argumenta que a pena é desproporcional e que o processo é uma perseguição política.