Do boletim de urna ao TSE: veja o caminho dos votos até a totalização em Brasília
Após o encerramento da votação, urna eletrônica contabiliza os votos, imprime o resultado da seção e envia os dados à Justiça Eleitoral
O encerramento da votação nas seções eleitorais deste domingo (25) no 2° turno das Eleições 2026 marca o início de uma nova etapa: o caminho dos resultados até a totalização pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília.
O processo envolve a apuração dos votos em cada urna eletrônica, a emissão do Boletim de Urna (BU), a transmissão dos arquivos e uma série de verificações de segurança antes da consolidação dos resultados.
O procedimento é importante para entender como os votos registrados nas seções eleitorais chegam ao sistema responsável por reunir os resultados de todo o país no segundo turno.

Caminho dos votos até a totalização em Brasília
Segundo o TSE, quando a votação termina em uma seção eleitoral, a urna eletrônica inicia a apuração dos votos registrados naquele equipamento.
Em seguida, imprime o Boletim de Urna, documento que apresenta a quantidade de votos recebidos por cada candidatura e legenda, além do número de eleitores que compareceram à votação.
São impressas obrigatoriamente cinco vias do boletim. Uma delas é fixada na porta da sala onde funcionou a seção eleitoral, permitindo que eleitores, fiscais e demais interessados consultem o resultado registrado naquela urna antes mesmo da divulgação consolidada.
Como os dados saem da urna?
A urna eletrônica não se conecta à internet nem a outras redes de dados. Após o encerramento da votação, o presidente da mesa retira do equipamento uma mídia removível chamada mídia de resultado.
O dispositivo armazena o Boletim de Urna em formato digital, com os votos atribuídos a cada candidatura e legenda. O arquivo também identifica a seção eleitoral e a urna responsável pela emissão do documento, além de informar o número de eleitores que compareceram e votaram.
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A mídia de resultado segue o fluxo estabelecido pela Justiça Eleitoral para cada zona eleitoral. Ela pode ser encaminhada ao cartório eleitoral, a um ponto de transmissão ou entregue ao profissional responsável pelo envio dos arquivos no próprio local de votação.
Minas Gerais terá 843 pontos de transmissão
Nas Eleições 2026, Minas Gerais contará com 843 pontos de transmissão em 218 municípios, segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). Em 2024, eram 312 pontos distribuídos por 182 cidades.
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Nos locais com transmissão remota, a Justiça Eleitoral utiliza o sistema JE-Connect, que permite enviar os arquivos das mídias de resultado por meio de uma rede privada virtual (VPN).
A tecnologia reduz a necessidade de transportar todas as mídias até os cartórios eleitorais antes do envio dos dados. O TRE-MG utiliza o sistema desde 2014.
O que acontece antes de os votos chegarem à totalização?
Depois que os arquivos são transmitidos, os sistemas da Justiça Eleitoral realizam verificações para confirmar a autenticidade e a integridade dos dados recebidos.
Uma das etapas é a conferência da assinatura digital, que permite verificar se o resultado foi produzido pela urna eletrônica cadastrada para aquela seção eleitoral.
Somente após essas verificações os resultados são incorporados ao sistema de totalização, processo conduzido pelo TSE, em Brasília.
Assim, conforme o TSE, a urna eletrônica apura os votos de cada seção eleitoral, enquanto o TSE totaliza os resultados enviados pelas seções. Assim, o resultado nacional é formado pela reunião dos dados transmitidos e verificados pela Justiça Eleitoral.
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