Deputado pede para levar arma ao plenário em Goiás

Deputado estadual solicita autorização para portar arma no Plenário da Assembleia Legislativa após troca de ameaças durante sessão entre parlamentares do PL

, em Uberlandia

O deputado Major Araújo (PL) pediu autorização para levar uma arma ao Plenário na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). O pedido foi apresentado à Mesa Diretora dias depois de uma discussão acalorada com o deputado Amauri Ribeiro, também do PL, marcada por ameaças e troca de acusações durante sessão parlamentar (veja vídeo abaixo).

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A confusão aconteceu no último dia 7, quando Amauri Ribeiro criticou a ausência do senador Wilder Morais (PL-GO) na
sabatina de Jorge Messias para o STF. Major Araújo saiu em defesa do aliado político e acabou sendo chamado de “soldadinho de brinquedo” pelo colega de partido. O embate rapidamente saiu do campo político e provocou a interrupção da sessão plenária.

Durante a discussão, Major Araújo ameaçou Amauri Ribeiro ao afirmar que, caso fosse tocado, o deputado “amanheceria morto”. O episódio repercutiu entre os parlamentares e aumentou a pressão dentro da Casa.

Dias depois, ao voltar à tribuna, Major Araújo afirmou que tem sido alvo de ameaças e provocação constante. Segundo ele, a intenção do requerimento seria garantir sua segurança dentro do ambiente legislativo.

“Não vou disputar nada nos tapas”, declarou o parlamentar ao defender o direito à legítima defesa. O deputado argumentou ainda que Amauri Ribeiro possui escolta policial, enquanto ele não conta com a mesma proteção.

Arma ao Plenário provoca reação imediata na Alego

Ao justificar o pedido, Major Araújo sugeriu duas possibilidades à Mesa Diretora: ampliar a segurança individual dos deputados ou permitir que ele entrasse armado no Plenário. A proposta, porém, foi rejeitada imediatamente pelo presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Bruno Peixoto.

O presidente da Casa afirmou que o porte de arma dentro do Plenário está proibido e não será liberado para nenhum parlamentar. Segundo ele, a medida é inadmissível dentro do ambiente legislativo.

A decisão encerrou a possibilidade de autorização formal para o deputado portar arma durante as sessões parlamentares, mas não diminuiu a tensão política causada pelo episódio.

Deputado afirma que acionou a Justiça após ameaça

No fim da sessão, Amauri Ribeiro voltou a comentar o caso e disse considerar exagerada a reação do colega. O deputado afirmou ter conversado com o senador Wilder Morais, alvo inicial da discussão, e destacou que o parlamentar não teria se sentido ofendido pelas críticas feitas durante o debate.

Amauri também rebateu a justificativa usada por Major Araújo para solicitar o porte de arma no Plenário. Segundo ele, não anda armado e considera o requerimento apresentado à Assembleia algo “inadmissível”.

Além disso, o deputado informou que decidiu acionar a Justiça após as ameaças recebidas durante a discussão no plenário da Alego.