Cirurgia de Bolsonaro no ombro ocorre sem complicações
Após intervenção no ombro direito, ex-presidente segue internado sob observação médica e controle da dor, com equipe relatando evolução dentro do esperado
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A cirurgia de Bolsonaro realizada nesta sexta-feira (1º), em Brasília, transcorreu sem intercorrências, segundo boletim médico divulgado no início da tarde. O ex-presidente Jair Bolsonaro foi submetido a um procedimento no ombro direito e permanece internado para acompanhamento clínico.

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De acordo com a equipe responsável, a cirurgia de Bolsonaro consistiu em um reparo artroscópico do manguito rotador. Após o procedimento, ele foi encaminhado para uma unidade de internação, onde segue sob monitoramento e com medidas voltadas ao controle da dor.
Cirurgia de Bolsonaro exigiu autorização judicial
A realização da cirurgia de Bolsonaro ocorreu após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A decisão teve como base parecer favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet, além de documentos médicos que apontavam a necessidade do procedimento.
Os relatórios anexados indicavam que o ex-presidente enfrentava dores persistentes e limitação de movimentos no ombro, quadro que exigia intervenção cirúrgica. A defesa informou que ele dependia de medicação contínua para lidar com os sintomas.
Internação ocorre durante prisão domiciliar
A cirurgia de Bolsonaro acontece enquanto ele cumpre prisão domiciliar humanitária, determinada pelo STF. A medida foi estabelecida após uma internação anterior no mesmo hospital, quando o ex-presidente tratou um quadro de pneumonia bacteriana.
Além disso, pesa sobre Bolsonaro uma condenação definida pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, que fixou pena de 27 anos e 3 meses de prisão em um processo relacionado à tentativa de golpe.
Equipe médica e restrições seguem determinação judicial
O procedimento foi conduzido por uma equipe multidisciplinar formada por especialistas em ortopedia, cirurgia geral e cardiologia. Entre os profissionais estão Alexandre Firmino Paniago, Claudio Birolini, Leandro Echenique, Brasil Caiado e o diretor do hospital, Allisson B. Barcelos Borges.
Mesmo após a cirurgia de Bolsonaro, permanecem as restrições impostas pela Justiça. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou que ficará sem acesso ao celular ao acompanhar o marido, seguindo determinação judicial que proíbe o uso de meios de comunicação durante o período de prisão domiciliar.
A defesa deverá agora apresentar ao STF informações detalhadas sobre o resultado do procedimento e a evolução do quadro clínico. Enquanto isso, o ex-presidente segue sob observação médica, com expectativa de recuperação acompanhada de perto pela equipe de saúde.