Câmara de Uberlândia rejeita pedido de cassação do vereador Maciel Amorim

Denúncia de um eleitor pedia investigação por suposta quebra de decoro, abuso de prerrogativas e uso da estrutura pública, mas plenário não recebeu o pedido

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A Câmara de Uberlândia rejeitou, na manhã desta quinta-feira (1º), a denúncia que pedia a cassação do mandato do vereador Maciel Amorim (Democrata).

O pedido foi levado ao plenário durante a primeira reunião ordinária de outubro, mas não avançou. Nenhum vereador votou favoravelmente ao recebimento da denúncia.

Com a decisão, não será instaurado, a partir dessa representação, o processo de cassação solicitado pelo denunciante. A rejeição nesta etapa, contudo, não representa um julgamento de mérito sobre cada uma das acusações apresentadas no documento.

vereador Maciel Amorim na Câmara de Uberlândia
O vereador Maciel Amorim ocupa uma cadeira na Câmara de Uberlândia desde 11 de agosto de 2026 – Crédito: Reprodução/ Câmara de Uberlândia

A Denúncia nº 8/2026 havia sido registrada na Câmara no dia 30 de setembro. O documento foi apresentado por Hudson Roberto de Andrade, identificado como eleitor e jornalista, com representação do advogado Kelton Campos Leal.

A representação classificava os fatos como possíveis infrações político-administrativas, com alegações de quebra de decoro parlamentar, abuso de prerrogativas e possível uso indevido da estrutura pública.

A reportagem entrou em contato com o vereador Maciel Amorim e aguarda um posicionamento.

O que dizia a denúncia contra Maciel Amorim

A representação dividia as acusações em três principais núcleos.

O primeiro tratava de um episódio envolvendo Rogério Lopes da Silva, identificado na denúncia como presidente da Associação Jardim de Allah e assessor parlamentar de outro vereador.

Segundo o documento, Maciel teria divulgado um vídeo no qual Rogério era associado a supostas “tentativas de extorsão”. O denunciante questionava as circunstâncias da divulgação e pedia que a Câmara investigasse o episódio.

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O segundo núcleo envolvia o vereador de Uberlândia, Igino. A denúncia questionava publicações feitas por Maciel relacionadas a acusações apresentadas por moradores contra o parlamentar, que estava em campanha para deputado estadual.

Câmara de Uberlândia
O pedido foi levado ao plenário durante a primeira reunião ordinária de outubro, mas não avançou – Crédito: Reprodução/ Câmara de Uberlândia

Mais alegações

O documento também pedia investigação sobre uma suposta participação de pessoas ligadas ao gabinete de Maciel em uma mobilização realizada contra Igino dentro da Câmara.

Já o terceiro núcleo tratava de documentos com dados pessoais de Kelton Campos Leal e familiares que, segundo a denúncia, teriam sido deixados nas dependências da Câmara.

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O denunciante pediu que fossem investigadas as circunstâncias em que o material foi produzido, quem teria obtido os dados e se houve utilização de computadores, impressoras ou outros recursos da estrutura pública.

A representação também solicitava a preservação de imagens das câmeras de segurança, registros de computadores, impressoras e outros elementos que poderiam servir como provas, além da apuração de eventual participação de assessores do vereador.

Pedido incluía cassação e exoneração de assessores

Além da abertura de um processo político-administrativo, o denunciante solicitava, ao final, a cassação do mandato de Maciel Amorim caso as acusações fossem comprovadas.

A representação também pedia a apuração da conduta de assessores que, segundo o documento, estariam envolvidos nos episódios narrados, com pedido de eventual exoneração dos servidores e encaminhamento às autoridades competentes caso fossem identificados indícios de outros supostos crimes.

A denúncia, entretanto, não avançou no Legislativo. O plenário decidiu não receber a representação e, por isso, não foi instaurada a comissão processante solicitada pelo autor.

Maciel assumiu mandato em agosto na Câmara de Uberlândia

O vereador Maciel Amorim ocupa uma cadeira na Câmara desde 11 de agosto de 2026, quando tomou posse como primeiro suplente do vereador Edinho Combate ao Câncer, que morreu no dia 6 de agosto. Ele foi eleito primeiro suplente em 2024, com 1.042 votos.

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