Briga na CPMI do INSS é protagonizada por mineiro, após quebra de sigilo de Lulinha

Deputados trocam acusações e PT fala em manipulação de resultado na comissão

, em Uberlândia

Uma briga na CPMI do INSS se tornou um capítulo triste na política nacional, nesta quinta-feira (25) , após o colegiado aprovar a quebra do sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. Mensagens que a Polícia Federal extraiu do celular de Antônio Antunes, o Careca do INSS, citam um repasse de ao menos R$ 300 mil para o “filho do rapaz” – que, segundo as investigações, seria uma alusão a Lulinha.

A briga na CPMI do INSS, uma confusão generalizada com agressões física e xingamentos, fez com que a sessão fosse suspensa por 15 minutos. Nos vídeos que circulam nas redes sociais é possível ver agressões envolvendo os deputados Rogério Correia (PT-MG) e Luiz Lima (Novo – RJ).

O deputado mineiro já protagonizou outras confusões, além da briga na CPMI do INSS, e pediu desculpas pelo ocorrido. “Eu realmente atingi o deputado, não vou mentir aqui. Eu o atingi, peço desculpas. E o fiz no momento em que fui também empurrado. E Vossa Excelência viu, todos viram que eu caí no chão e também fui agredido. Não vou ficar aqui choramingando, mas eu fui empurrado e caí no chão”, disse Correia.

O PT alega manipulação no resultado, com maioria contra o requerimento que permitiu a quebra de sigilo bancária de Lulinha, e deve recorrer pedindo a anulação da votação. “O presidente da CPMI do INSS deu um golpe na votação que tratava de requerimentos de quebra de sigilo e de convocação de várias pessoas. Ele disse que nós tínhamos apenas 7 votos, quando tínhamos 14. Só de deputados eram nove, mais cinco senadores e senadoras, disse o deputado Alencar Braga nas redes sociais. 

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O que levou a briga na CPMI do INSS?

Foto da reunião que terminou em briga na CPMI do INSS
Reunião da CPMI do INSS nesta quinta-feira (26) – Crédito: Geraldo Magela/Agência Senado


O pedido para elaboração de relatórios de inteligência financeira e para a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha foi apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (União/AL).

Lulinha  é citado na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) a realizarem, em 18 de dezembro de 2025, uma nova fase da Operação Sem Desconto. A investigação apura um esquema nacional de descontos associativos não autorizados que teria lesado milhões de aposentados e pensionistas em todo o país.

Mensagens extraídas pela PF do celular de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS e apontado como principal operador do esquema, mencionam o repasse de ao menos R$ 300 mil para “o filho do rapaz”,  expressão que, segundo os investigadores, faria referência a Lulinha.

Durante a 32ª reunião da CPMI, deputados e senadores do colegiado aprovaram outros 86 requerimentos. Entre eles, a quebra dos sigilos bancário e fiscal do Banco Master e novas convocações, como a do ex-executivo e sócio da instituição, Augusto Ferreira Lima.

Também foram aprovadas convocações do ex-deputado federal André Luis Dantas Ferreira, conhecido como André Moura; da empresária Danielle Miranda Fontelles; e de Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA), entre outros nomes.

Os 87 requerimentos foram votados em bloco, sem discussão individual do mérito de cada solicitação. Após a proclamação do resultado, teve início a briga na CPMI do INSS, com empurra-empurra e troca de socos entre os presentes, o que levou à interrupção da reunião.