Servidora perde cargo após acumular mais de 230 faltas injustificadas em Uberlândia

A servidora acumulou 238 ausências após ter licenças negadas pela perícia médica e o processo apontou outras irregularidades no cumprimento do expediente

, em Uberlândia

A Prefeitura de Uberlândia demitiu uma profissional de Educação Física por acumular mais de 230 faltas injustificadas entre 2024 e 2025. A decisão, assinada pelo secretário de Administração, Celso Pereira de Faria, ocorreu após a conclusão de um processo administrativo que investigou o descumprimento de deveres da servidora, que é uma profissional de Educação Física lotada na Secretaria de Desenvolvimento Social.

Segundo o relatório, de um total de 238 faltas, 170 aconteceram no intervalo de um ano, o que configura “inassiduidade habitual” conforme a legislação municipal.

mais de 230 faltas injustificadas
Processo administrativo apontou mais de 230 faltas injustificadas e inassiduidade habitual de servidora municipal – Crédito: Prefeitura de Uberlândia/Reprodução

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O afastamento sem autorização começou depois que a Junta Médica Oficial do Município negou novos pedidos de licença da profissional. Embora a junta tenha aceitado atestados entre fevereiro e maio de 2024, as avaliações seguintes indicaram que ela tinha condições de trabalhar e deveria ter retornado ao cargo.

A servidora foi comunicada da decisão, mas não voltou às funções nem apresentou medidas legais para justificar as ausências até setembro daquele ano.

Além das faltas, a apuração apontou problemas como atrasos frequentes, uso excessivo de celular durante o expediente e a entrega de atestados para resolver assuntos particulares no horário de serviço.

O processo também registrou que a profissional tentou interferir nas investigações. Durante a tramitação do caso, a prefeitura garantiu o direito de defesa, com depoimentos e análise de documentos, mas decidiu pela demissão por entender que a conduta prejudicou o serviço público e quebrou as regras do estatuto do servidor.

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Outro caso

Nesta quarta (21), um servidor da prefeitura foi demitido por apresentar atestado médico falso, adquirido por R$ 50 e usado para se afastar irregularmente do trabalho entre os dias 23 e 29 de agosto de 2024, segundo decisão publicada pela Secretaria Municipal de Administração, nesta quarta-feira (21), após a conclusão de Processo Administrativo Disciplinar (PAD).

De acordo com a sentença, o oficial administrativo da Secretaria Municipal de Educação apresentou um atestado médico que posteriormente foi considerado falso. Informações oficiais da Unidade de Atendimento Integrado (UAI) Planalto confirmaram que não houve atendimento médico ao servidor na data indicada no documento.