Réu que matou ex-esposa é condenado a 20 anos de prisão em Uberlândia

Jurados condenaram Aldo Angelotti por feminicídio com motivo torpe e sem chance de defesa da vítima; crime com acidente forjado foi em 2024 no Laranjeiras

, em Uberlândia

Aldo Fabiano Angelotti foi condenado a 20 anos de prisão pelo Tribunal do Júri de Uberlândia pelo feminicídio da ex-esposa, Maria Cláudia Santos Freitas, de 44 anos. O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (5), no Fórum uberlandense.

O julgamento durou cerca de dez horas e terminou com a condenação do réu, após os jurados reconhecerem três qualificadoras no crime.

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Marido da vítima foi condenado a 20 anos de prisão
As apurações apontaram que o airbag do lado da passageira foi desativado antes do acidente – Crédito: Reprodução/CBMMG

Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi cometido por motivo torpe, sem chance de defesa da vítima e nomeado como feminicídio. Após a leitura da sentença, o juiz determinou que Aldo Fabiano Angelotti continue preso no Presídio Professor Jacy de Assis, onde está custodiado desde o dia 5 de dezembro de 2024.

Relembre o caso

De acordo com as denúncia, Aldo provocou intencionalmente um acidente de carro que resultou na morte de Maria Cláudia. A vítima estava no banco do passageiro quando o veículo bateu em uma árvore.

As apurações apontaram que o airbag do lado da passageira foi desativado antes do acidente, e que Maria Cláudia não utilizava cinto de segurança no momento do impacto, o que agravou os ferimentos. Aldo sofreu apenas ferimentos leves.

De acordo com a Polícia Civil, o crime teria sido planejado ao longo de 2024, período em que o acusado reatou o relacionamento com a vítima após uma separação. Ainda conforme a investigação, Aldo contratou três apólices de seguro de vida em nome de Maria Cláudia, que somavam quase R$ 1 milhão, sendo ele um dos beneficiários. A apólice mais recente havia sido assinada cerca de 20 dias antes do acidente.

Com base nas provas técnicas, laudos periciais e no histórico levantado durante a investigação, o Ministério Público sustentou a tese de homicídio qualificado, que foi acolhida pelo júri popular.