Polícia investiga local exato da morte de Daiane e família se despede

Investigação foca em celular encontrado e participação de terceiros; irmã emociona ao descrever coragem de corretora uberlandense morta como "valente"

, em Uberlândia

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A Polícia Civil goiana continua a investigar o local exato da morte de Daiane enquanto a família se despede da corretora uberlandense assassinada. As investigações da Polícia Civil de Goiás entram agora em uma nova fase, com atenção especial aos dados do celular apreendido e aos depoimentos colhidos. O objetivo é esclarecer se o síndico Cléber Rosa de Oliveira teve ajuda de mais alguém para cometer o crime e ocultar o corpo da corretora Daiane Alves e onde foi o local exato da morte.

O caminho entre Caldas Novas (GO) e a Rodovia GO-213 em Ipameri (GO), está no centro da apuração, já que foi nessa região que o corpo foi localizado, em uma área de mata, após mais de 40 dias de buscas. Também foi nesse trecho que o autor confesso do homicídio jogou a arma do crime, segundo depoimento à PCGO.

morte de Daiane
Corpo de Daiane Alves é encontrado em área de mata a 15 km de Caldas Novas – Crédito: TV Paranaíba/Arquivo Pessoal/Reprodução

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Daiane desapareceu em 17 dezembro de 2025. O corpo só foi encontrado no fim de janeiro, em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, já no município de Ipameri, em avançado estado de decomposição. Sob forte clima de comoção e pedidos de justiça, a corretora Daiane Alves foi velada e sepultada nesta quarta-feira (4), em Uberlândia (MG), sua cidade natal.

Cléber Rosa de Oliveira, síndico do prédio onde Daiane morava, foi preso no dia 28 de janeiro. Durante o depoimento, ele admitiu ter matado a vítima no subsolo do condomínio. O filho dele, Maycon Douglas, também foi detido, sob suspeita de ter colaborado para dificultar as investigações.

Rastros e suspeitas de ajuda na morte de Daiane

A confissão do síndico Cléber Rosa de Oliveira não encerrou o caso. Os investigadores utilizam novos métodos para verificar quem esteve na rota entre o condomínio em Caldas Novas e o ponto em Ipameri onde o corpo foi abandonado, a 15 km da cidade turística goiana.

morte de Daiane
Área de mata próxima à estrada GO-123 foi o local onde Daiane Alves foi encontrada após 40 dias do desparecimento – Crédito: TV Paranaíba/Reprodução

Veja detalhes que a Polícia Civil ainda não esclareceu:

  • O fator porteiro: Polícia Civil apura se o atraso de um funcionário foi uma coincidência ou parte de um plano para facilitar a movimentação do autor.
  • Conduta do filho: Investigação avança para esclarecer se o filho do suspeito teve alguma participação, seja no homicídio ou na ocultação do corpo.
  • Onde ocorreu a morte: As apurações analisam o subsolo do condomínio, onde Daiane desapareceu em Caldas Novas, e o local isolado em Ipameri, onde o corpo foi abandonado.

O celular de Daiane foi localizado dentro de um esgoto do prédio, e a Perícia Científica confirmou em laudo que a vítima morreu após ser atingida por um disparo de arma de fogo na cabeça.

Histórico de Perseguição e “Stalking”

O crime é o ápice de um conflito que já somava mais de uma dezena de processos judiciais e uma denúncia do Ministério Público por perseguição reiterada (stalking). Em janeiro, o Ministério Público havia denunciado o síndico por perseguição contínua contra Daiane.

Segundo a promotoria, havia registros de ameaças, agressões verbais, episódios de intimidação e monitoramento constante por câmeras de segurança.

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A voz da família: dor, memória e busca por justiça

Durante a despedida, a irmã de Daiane, Fernanda Alves, fez um desabafo emocionado. Ela relembrou a rotina de conversas diárias com a irmã, os planos para o Natal e o vínculo familiar forte, marcado por afeto, divergências comuns entre irmãs e muita presença.

Fernanda descreveu Daiane como uma mulher livre, alegre, que gostava de música, de dançar e que sonhava com o futuro, inclusive com a possibilidade de ter mais filhos. “Ela era valente, não aceitava injustiça”, afirmou, ao rebater tentativas de rotular a vítima de forma negativa.

A família também criticou versões apresentadas pela defesa do acusado, como a alegação de legítima defesa, destacando que as investigações já apontam contradições nesse relato.

A soltura dos balões e homenagens realizadas no Parque dos Buritis maracaram último adeus com pedido final da família por uma resposta rápida e rigorosa das autoridades de Goiás.

Veja os vídeos: