Caso Daiane Alves: síndico afirma que jogou arma do crime no Rio Corumbá

Delegado destaca rapidez da ação criminosa e a Polícia Civil confirma indícios de disparo de arma de fogo e celular da vítima apreendido para perícia

, em Uberlândia

O suspeito de ter assassinado a corretora Daiane Alves declarou à Polícia Civil de Goiás que descartou uma arma, supostamente utilizada usada no crime, no Rio Corumbá, em Caldas Novas (GO). Com base na informação, equipes de investigação realizaram buscas no ponto indicado, uma área de difícil acesso.

Segundo apuração da Record GO, os policiais se deslocaram até uma área de mata próxima à ponte sobre o Rio Corumbá, a poucos metros de onde o corpo da vítima foi deixado. O investigado apontou o local exato, mas até o momento o revólver não foi localizado.

Ainda segundo a Polícia Civil, o aparelho celular de Daiane Alves foi localizado e apreendido, passando por análise técnica. O conteúdo do dispositivo não foi divulgado para não comprometer o andamento das investigações.

Subsolo do prédio onde ocorreu a reconstituição do Caso Daiane Alves, em Caldas Novas (GO), passou por cerca de seis horas de simulação policial – Crédito: TV Record

📲 Siga o canal de notícias do Paranaíba Mais no WhatsApp

A reconstituição do Caso Daiane Alves, feita pela Polícia Civil de Goiás, apontou que a corretora uberlandense foi morta em apenas oito minutos dentro de um prédio residencial em Caldas Novas (GO). A simulação durou cerca de seis horas e reforçou questionamentos sobre como o autor entrou e saiu do local sem ser notado por moradores ou pela portaria.

Durante entrevista a Record GO, o delegado André Barbosa, responsável pelo Caso Daiane Alves, destacou um dos principais pontos que chamaram a atenção dos investigadores. “O crime aconteceu em oito minutos. A pergunta central é: que pessoa poderia cometer esse crime sem que o porteiro tivesse autorizado a entrada e a saída, sem que nenhum morador percebesse, e ainda retornar ao local sem levantar suspeitas?”, afirmou.

A Polícia Civil de Goiás informou, em nota oficial, que as investigações seguem em andamento com apoio da Polícia Técnico-Científica. Segundo a corporação, diversas diligências continuam sendo realizadas para esclarecer completamente as circunstâncias da morte, enquanto a apuração aguarda a conclusão de laudos periciais considerados fundamentais para o avanço do inquérito.

×

Leia Mais

Segundo a defesa da família, coordenada pelo advogado Plínio Cesar, há fortes indícios técnicos de que um projétil esteja alojado na cabeça da vítima. O corpo de Daiane Alves, encontrado após 42 dias de desaparecimento, permanece no Instituto Médico Legal (IML), onde passa por perícia complementar. A presença do projétil ainda não é confirmada.

“Somente com a divulgação oficial dos laudos periciais será possível confirmar essa informação”, afirmou o advogado. A expectativa é de que os exames tragam respostas definitivas sobre a dinâmica do crime