PC pede arquivamento do caso Matthew Cruz em Uberlândia

Investigação da Polícia Civil sobre a queda sofrida pela criança de 5 anos em novembro de 2025 foi enviada ao Judiciário sem indiciamentos

, em Uberlândia

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito policial que investigava a morte de Matthew Cruz Mussa, de 5 anos, que faleceu após cair do 12º andar de um condomínio residencial no bairro Grand Ville, em Uberlândia.

O caso foi enviado oficialmente ao Poder Judiciário com relatório que sugere o arquivamento das investigações, sem o indiciamento de nenhum responsável.

Matthew Cruz, menino que morreu após cair de prédio em Uberlândia
Matthew tinha 5 anos e estudava na escola Municipal Maria Pacheco Rezende – Créditos: Reprodução/Redes Sociais

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De acordo com a nota oficial emitida pela assessoria da 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Uberlândia, a conclusão dos trabalhos se baseou no conjunto de elementos probatórios e laudos técnicos reunidos pelas equipes periciais ao longo dos meses de apuração.

A manifestação final pela ausência de crime agora segue para análise do Ministério Público e do Poder Judiciário, que darão o parecer definitivo sobre o fechamento do caso.

Caso Matthew Cruz: relembre o acidente

O acidente aconteceu na manhã do dia 28 de novembro de 2025, no Residencial Mirante dos Ventos, quando Matthew Cruz caiu da janela do banheiro do apartamento, localizada no 12º andar.

Durante os levantamentos da perícia técnica no local, os investigadores identificaram que aquela janela era o único ponto de todo o imóvel que não contava com tela de proteção. Uma cadeira e uma mesa plástica infantil foram encontradas próximas à abertura, indicando que a criança teria subido nelas para alcançar a janela.

Banheiro supostamente ligado ao caso; moradores afirmam que a janela é baixa e já reclamavam da falta de privacidade – Crésito: Reprodução/Redes

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Na data do fato, o boletim de ocorrência da Polícia Militar registrou o caso inicialmente sob a natureza de abandono de incapaz, sob a alegação de que a mãe teria deixado o menino dormindo sozinho no apartamento para ir à rua.

Por determinação legal, a mãe chegou a ser apresentada à Delegada de plantão para responder ao procedimento referente ao crime de abandono de incapaz e foi liberada pela polícia.

Posteriormente, a defesa da família contestou formalmente a versão do documento policial, apresentando provas e alegando que a mãe estava dentro do próprio condomínio, utilizando a lavanderia do condomínio, no momento em que o acidente aconteceu.