Mineiro é condenado à prisão perpétua na Irlanda por matar ex-namorada
Engenheiro mineiro recebe pena máxima pelo assassinato da ex-namorada Bruna Fonseca, morta após ser espancada e estrangulada
O brasileiro condenado à prisão perpétua pela Justiça da Irlanda teve a sentença confirmada nesta sexta feira (23) pelo Tribunal Criminal Central. O engenheiro Miller Mizerani da Cunha Belo Pacheco, de 32 anos, foi considerado culpado de forma unânime pelo homicídio da ex-namorada Bruna Fonseca, ocorrido na cidade de Cork, no início de 2023.

Natural de Formiga, em Minas Gerais, o réu matou Bruna dentro do apartamento onde morava, localizado na Liberty Street, região central da cidade irlandesa. Apesar de ter se declarado inocente durante o julgamento, Miller foi condenado à prisão perpétua, a pena máxima prevista na legislação do país para crimes de homicídio.
Crime que levou brasileiro a ser condenado à prisão perpétua
Bruna Fonseca, de 28 anos, também natural de Formiga, foi espancada, tentou reagir e acabou estrangulada até a morte dentro do imóvel. A jovem estava na Irlanda desde setembro de 2022, e havia viajado com o então namorado, embora o relacionamento já estivesse encerrado na época do crime.
No dia do assassinato, Bruna foi até o apartamento do ex-companheiro para fazer uma chamada de vídeo com um familiar que cuidava do cachorro do casal no Brasil. O crime ocorreu no primeiro dia de 2023, e o brasileiro foi preso ainda naquela data. Em depoimento às autoridades, ele negou ter cometido o homicídio.
Júri rejeita defesa e mantém condenado à prisão perpétua
O veredicto foi anunciado na quinta-feira (22) por um júri formado por cinco homens e sete mulheres, que levou pouco mais de uma hora para chegar à decisão. Mesmo com a negativa do réu ao longo do processo, o colegiado considerou Miller Pacheco culpado pelo crime cometido em Cork, e o condenou à prisão perpétua.
Durante o julgamento, testemunhas relataram que, após o fim do relacionamento, Bruna demonstrava preocupação com o estado emocional do ex-companheiro, que teria ameaçado tirar a própria vida. Ela chegou a incentivá-lo a buscar ajuda psiquiátrica, segundo os relatos apresentados em tribunal.
Defesa aceita decisão que resultou em prisão perpétua
De acordo com informações divulgadas pelo jornal irlandês The Irish Times, a defesa afirmou que o brasileiro condenado à prisão perpétua aceita a decisão do júri e não pretende recorrer. Em declaração ao tribunal, o advogado disse que o réu pediu desculpas à família da vítima, manifestação que foi rejeitada pelos parentes de Bruna, que afirmaram que nenhuma palavra pode reparar a perda.