Mais de 23 mil aguardam colonoscopia em Uberlândia; MPF entra com ação contra governo para reduzir fila de exames

Ação pede 500 exames mensais e mutirões para reduzir espera de mais de um ano na rede pública

, em Uberlândia

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O Ministério Público Federal (MPF) abriu um processo contra a Prefeitura de Uberlândia, o Governo de Minas Gerais e o Governo Federal devido à demora para fazer exames de colonoscopia na rede pública de saúde da cidade.

O procurador Leonardo Macedo, que assina a ação, diz que mais de 23 mil pessoas estão esperando pelo exame, sendo 4.500 em situação urgente, mas muitas esperam há mais de um ano. O órgão ainda pede R$ 5 milhões de indenização em prol de danos coletivos.

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Fachada do Ministério Público Federal em Uberlândia
Município, estado e união são processados pelo MPF de Uberlândia – Crédito: TV Paranaíba/ Reprodução

O MPF solicita medidas emergenciais para reduzir a lista de espera, incluindo a ampliação para 500 novos exames mensais e a realização de mutirões até que a situação seja normalizada.

Além disso, pede que a União e o estado repassem recursos ao município para custear os procedimentos. A ação também reivindica uma indenização por dano moral coletivo no valor de 5 milhões de reais, argumentando que a demora compromete a saúde e a dignidade dos pacientes.

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O problema chama a atenção para como a saúde pública em Uberlândia está enfrentando dificuldades, com falta de estrutura e dinheiro, o que deixa os pacientes do SUS em uma situação complicada. O MPF diz que a culpa é dos três governos, que precisam garantir o direito à saúde.

 “Um paciente classificado como prioridade vermelha-alta leva, em média, 15 meses para realizar o exame, enquanto os demais pacientes enfrentam uma espera de até 6 anos e 6 meses para serem atendidos. Esse cenário compromete gravemente o direito constitucional à saúde, prejudicando não apenas a eficácia do tratamento, mas também a prevenção de inúmeras doenças“, afirma o órgão no processo.

A TV Paranaíba solicitou um posicionamento da Prefeitura, o governo de Minas Gerais e a União e aguarda um retorno.