Justiça condena jovem que planejou estupro coletivo no Rio

Sentença destaca que o próprio adolescente agrediu a vítima com socos e chutes; outros quatro suspeitos seguem sendo investigados

, em Uberlândia

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A Justiça do Rio de Janeiro determinou, neste sábado (18), a internação do adolescente que planejou o estupro coletivo no Rio de Janeiro, contra uma jovem de 17 anos. A decisão da Vara da Infância e da Juventude confirmou que o jovem, que mantinha um relacionamento afetivo com a vítima, armou uma emboscada para atraí-la ao apartamento onde o crime ocorreu em março deste ano.

Novos casos de estupro coletivo são investigados no Rio
Caso de estupro coletivo no Rio segue em investigação – Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasi

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Entenda a condenação do jovem que planejou o estupro coletivo no Rio

Segundo a Agência Brasil, a juíza Vanessa Cavalieri condenou o adolescente à medida socioeducativa de internação, sem possibilidade de atividades externas por pelo menos seis meses. Na sentença, a magistrada destacou a “gravidade da infração” e a “falha da rede familiar em prover limites”, reforçando que a medida busca a ressocialização do jovem e a garantia da ordem pública.

Um dos destaques desta decisão foi a aplicação do Protocolo para Julgamento sob Perspectiva de Gênero do CNJ. A juíza ressaltou que, em crimes sexuais, geralmente cometidos sem testemunhas, a palavra da vítima tem especial relevância.

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O depoimento da jovem foi considerado coerente e detalhado e exames de corpo de delito confirmaram agressões físicas (socos e chutes) desferidos pelo grupo e pelo próprio adolescente condenado. Por isso, a Justiça entendeu que valorizar o relato da mulher garante igualdade, combatendo a desigualdade histórica em casos de violência sexual.

Investigação contra os outros envolvidos continua

Enquanto o adolescente inicia o cumprimento da medida de internação, o processo contra os outros quatro homens adultos segue na Vara Criminal. Entre os envolvidos estão nomes que já haviam se apresentado à polícia e outros que foram considerados foragidos anteriormente, incluindo o filho de um ex-subsecretário do governo estadual.

Relembre o caso

O crime aconteceu na noite de 31 de janeiro, em um imóvel da Rua Ministro Viveiros de Casro. A vítima na época relatou que foi convidada a ir ao local pelo adolescente menor de idade, que seria um colega de escola com quem ja teria tido um relacionamento anterior.

No apartamento, ela conta que foi levada até um quarto e que, enquanto mantinha relações sexuais com o jovem, outros três jovens com idades de 18 e 19 anos entraram no cômodo e a tocaram sem consentimento. Num primeiro momento, ela teria concordado que eles permanecessem ali, apenas olhando, mas logo eles teriam começado a tirar as roupas, a beijaram e forçaram a prática sexual.