Estupro coletivo no Rio: polícia apura 3 novos relatos ligados a grupo de Copacabana

Polícia Civil investiga novos desdobramentos do estupro coletivo no Rio envolvendo estudantes do Pedro II e suspeitos já identificados

, em Uberlândia

O estupro coletivo no Rio voltou ao centro das investigações da Polícia Civil após a confirmação de pelo menos mais dois relatos envolvendo adolescentes do Colégio Pedro II e integrantes do mesmo grupo acusado de violentar uma jovem de 17 anos em Copacabana, em janeiro deste ano. Um subsecretário do governo do Rio foi exonerado, por ser pai de um dos criminosos.

Novos casos de estupro coletivo são investigados no Rio
– Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasi

A 12ª Delegacia de Polícia, responsável pelo caso, conduz as apurações e trabalha para identificar todas as circunstâncias dos crimes. Em um dos novos depoimentos, uma jovem contou que tinha 14 anos na época da violência e que os suspeitos teriam insinuado a existência de gravações do abuso para intimidá-la e impedir a denúncia. A família informou que ela conhecia um dos envolvidos da escola.

Segundo o delegado Antônio Lages, o padrão de atuação chamou a atenção dos investigadores. De acordo com ele, o adolescente teria usado a proximidade com a vítima para atraí-la até um apartamento, onde outros homens já a aguardavam. Um dos imóveis apontados nas investigações pertence a Matheus Veríssimo Zoel Martins, que se apresentou à polícia após ter sido considerado foragido no primeiro caso.

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Estupro coletivo no Rio e avanço das investigações

O estupro coletivo no Rio também passou a ser investigado sob a possibilidade de análise telemática. A polícia pretende solicitar perícia em aparelhos celulares para recuperar dados que possam confirmar os relatos e esclarecer a dinâmica dos encontros.

Um terceiro episódio surgiu durante os depoimentos prestados à delegacia. A mãe de outra adolescente afirmou que a filha teria sido violentada durante uma festa junina realizada em um salão de festas, em outubro de 2025. O nome de Vitor Hugo Oliveira Simonin aparece na denúncia. O delegado ressaltou que a apuração ainda está em estágio inicial e que não é possível afirmar se houve participação de todo o grupo ou de apenas um integrante.

As autoridades reforçam o pedido para que possíveis vítimas procurem a polícia. No caso revelado em Copacabana, a jovem conseguiu relatar o ocorrido à família logo após deixar o apartamento. O exame de corpo de delito apontou lesões compatíveis com o depoimento, o que fortaleceu a materialidade do crime e acelerou as medidas judiciais.

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Acusados, entregas e medidas administrativas

Dois investigados já se apresentaram às autoridades: Matheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, reconhecido pela primeira vítima. A defesa de Bertho afirma que ele nega as acusações e que aguarda decisão da Justiça.

Outros dois nomes seguem como foragidos: Vitor Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti. De acordo com a polícia, todos permanecem no país e negociações estão em andamento para que se apresentem.

O adolescente apontado como responsável por atrair a vítima ainda não possui mandado de prisão expedido. Ele é aluno do Colégio Pedro II, instituição que abriu processo administrativo para desligamento dos estudantes indiciados e declarou publicamente que não tolera violência de gênero. A escola informou que presta apoio à vítima e à família.

O caso também provocou repercussão na esfera administrativa. José Carlos Simonin, subsecretário de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do governo estadual e pai de um dos investigados, será exonerado do cargo. Em nota, a secretaria afirmou que a decisão busca preservar a integridade institucional enquanto os fatos são apurados.

As investigações sobre o estupro coletivo no Rio seguem em curso, com a expectativa de novos depoimentos e possíveis indiciamentos. A Polícia Civil orienta que denúncias podem ser feitas em qualquer delegacia do estado ou pelos canais oficiais da corporação disponíveis em seu site institucional.