Caso Euclides: imagens mostram trajeto que levou polícia ao corpo

Imagens obtidas pela TV Paranaíba revelam movimentação investigada pela polícia e ajudaram a identificar o local onde o corpo foi encontrado concretado; Assista o vídeo

, em Uberlândia

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Imagens obtidas pela TV Paranaíba revelam novos elementos do caso Euclides Oliveira, em Uberlândia. Os registros mostram a movimentação investigada pela Polícia Civil (PC) e uma carretinha que, segundo as apurações, teria sido utilizada para transportar o corpo da vítima.

A análise das câmeras de segurança permitiu aos investigadores reconstruir parte do caminho percorrido pelos envolvidos e identificar onde o corpo havia sido ocultado. Euclides desapareceu em 8 de junho, após ser retirado à força da própria casa, no Bairro Tibery.

Atualmente, quatro suspeitos estão presos e outros três são procurados. Para preservar a identidade dos investigados, o Portal Paranaíba Mais não divulgará os nomes dos envolvidos.

Euclides sequestrado por criminosos em Uberlândia
Euclides foi levado por criminosos armados, no bairro Tibery – Crédito: Arquivo pessoal/Câmeras de segurança/Reprodução

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Imagens mostram movimentação em galpão; assista

Os registros analisados pela polícia mostram pessoas se movimentando nas proximidades de um galpão apontado pela investigação como um dos locais relacionados ao crime. Em determinado momento, um veículo branco chega ao imóvel. Posteriormente, o automóvel deixa o local puxando uma carretinha.

No reboque, as imagens mostram uma estrutura semelhante a uma caixa, presa por amarras. Segundo a investigação, o objeto teria sido utilizado para acomodar e transportar o corpo de Euclides. Veja:

As imagens, isoladamente, não permitem confirmar o conteúdo transportado. O cruzamento das gravações com informações sobre veículos, imóveis e outros elementos reunidos no inquérito, no entanto, levou os investigadores a relacionar a movimentação à ocultação do corpo.

Câmeras ajudaram polícia a localizar o corpo

A reconstrução do trajeto registrado pelas câmeras levou a Polícia Civil à Avenida dos Siqueiroli, no Bairro Nossa Senhora das Graças, onde o corpo de Euclides foi localizado.

A vítima estava concretada dentro de uma estrutura que, segundo a investigação, teria sido moldada com uma caixa de geladeira. O corpo foi deixado nas proximidades da avenida e encontrado em avançado estado de decomposição.

Os investigadores também identificaram indícios de que fogo teria sido ateado no local. Segundo o relatório policial, o calor provocou rachaduras no concreto e deixou parte do corpo exposta.

O Corpo de Bombeiros auxiliou na remoção. Durante os trabalhos, a perícia encontrou um relógio no pulso da vítima, posteriormente reconhecido por familiares como pertencente a Euclides.

corpo de Euclides Oliveira
Polícia Civil e equipes de perícia trabalharam no local onde um corpo foi encontrado durante as investigações do caso Euclides – Crédito: Deborah Peres/Reprodução

Laudo aponta sinais de violência

O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) registrou diferentes lesões no corpo de Euclides. Conforme o documento, os peritos retiraram nove pregos do corpo e identificaram fraturas na tíbia e na fíbula da perna esquerda.

A perícia também encontrou uma sacola plástica envolvendo a cabeça e abraçadeiras na região dos pés. Os vestígios levantaram a hipótese de imobilização e restrição respiratória.

O estado de decomposição, porém, impediu os peritos de determinar se uma eventual asfixia provocou a morte. O laudo também apontou a ausência de vários dentes, sem estabelecer se a perda ocorreu durante as agressões ou após a morte.

regos retirados do corpo de Euclides durante a perícia; laudo apontou a presença de nove objetos desse tipo – Crédito: Reprodução

Segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos na investigação apontam que Euclides foi submetido a tortura.

Polícia aponta que ação foi planejada

Outras câmeras de segurança registraram a abordagem de Euclides em frente à residência. Segundo a investigação, três homens chegaram em um carro branco, renderam a vítima com uma arma e a colocaram à força no veículo.  A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o crime tenha sido planejado e executado com divisão de tarefas. Após a abordagem, outro veículo teria sido utilizado para levar a vítima até o galpão investigado.

A reconstrução do caso considera imagens de videomonitoramento, registros de veículos, dados extraídos de celulares, informações telefônicas, provas periciais e depoimentos.

Os investigadores analisam o material para determinar a possível participação de cada suspeito na abordagem, no transporte da vítima e na ocultação do corpo.

Investigação continua

A Polícia Civil continua analisando informações relacionadas ao caso, incluindo dados de celulares, contas digitais e registros fornecidos por empresas de tecnologia e operadoras de telefonia.

As investigações buscam esclarecer a atuação de cada investigado e verificar a possível participação de outras pessoas no crime. Até o momento, quatro suspeitos estão presos e três permanecem procurados. O inquérito continua em andamento.

Para acompanhar atualizações sobre o caso, acompanhe a linha do tempo do “caso Euclides” ou acesse o portal Paranaíba Mais.