Por suposta falta de água, familiares de presos fazem manifestação em Uberlândia
Familiares de presos participaram do ato. Manifestantes também denunciaram falta de assistência médica e comida estragada; Sejusp nega
Familiares de detentos realizaram uma manifestação, nesta terça-feira (29), por volta das 18h30, em frente ao Presídio Jacy de Assis, em Uberlândia, para denunciar uma suposta falta de água na unidade prisional. Cerca de 50 pessoas participaram do ato, a maioria mulheres.
Durante a manifestação, familiares também fizeram outras denúncias relacionadas às condições dos presos, como comida supostamente estragada, falta de assistência médica e períodos sem banho de sol.

Problemas seriam recorrentes
Uma das manifestantes afirmou que os problemas seriam recorrentes dentro da unidade.
“Esse presídio é o que mais faz descaso com presos. Eles já estão pagando pelo que eles fizeram. Mas todo dia tem um relato. É preso sem água, preso apanhando e mete spray de pimenta nos presos”, disse.
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A familiar afirmou que os detentos estariam recebendo alimentação inadequada e que os problemas relacionados ao abastecimento de água não seriam recentes.
“Eles dão comida azeda aos presos. Essa questão da falta de água já vem de muito tempo”, relatou.
Familiares de presos relatam falta de água e banho de sol
Em entrevista à TV Paranaíba, Betânia, que tem um familiar preso na unidade, afirmou ter recebido relatos sobre a falta de água.
“Eu tenho um familiar preso e ele me relatou sobre a falta de água e também que já ficaram 20 dias sem tomar banho de sol”, contou.
Outra manifestante, que preferiu não se identificar, afirmou que haveria casos de suposta omissão de socorro dentro do presídio. Segundo ela, alguns detentos com tuberculose não estariam recebendo a medicação necessária.
Ainda conforme o relato, alguns presos teriam chegado a ficar até quatro dias sem água.
O que diz o Governo de Minas
Procurada, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) negou a suposta ausência de água. “Reafirmamos que não procede a denúncia sobre falta de água na unidade prisional citada”, informou em nota.
Sobre registros recentes de alimentação imprópria, a secretaria também negou qualquer irregularidade.
Ainda segundo a Sejusp, quando são identificadas irregularidades na alimentação fornecida nas unidades prisionais, são adotados procedimentos administrativos que podem resultar em multas e até na rescisão do contrato com a empresa responsável.
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A secretaria explicou ainda que, caso a direção identifique que uma refeição está imprópria para consumo, a empresa fornecedora é notificada e deve fazer a substituição imediata, sem custos para o Estado.
Sobre a assistência médica, a secretaria informou que o presídio em questão conta com uma equipe multidisciplinar formada por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, farmacêutico, psicólogos, dentistas, auxiliares de saúde bucal e assistentes sociais.
A secretaria também disse que, nos últimos 60 dias, foram realizados dois mutirões de saúde para atendimento dos presos. Casos considerados de maior complexidade são encaminhados para a rede pública de saúde.
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