Audiência discute retomada de vans e ônibus escolares para adolescentes em Uberlândia

Ministério Público quer que a Prefeitura retome o transporte escolar exclusivo para estudantes com 12 anos ou mais; audiência no Fórum de Uberlândia busca uma solução para o impasse

, em Uberlândia

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A volta das vans e dos ônibus escolares para adolescentes está em discussão na Justiça nesta terça-feira (20), em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) entrou com uma ação para obrigar a Prefeitura a restabelecer o serviço, substituído pelo uso do transporte coletivo convencional por meio do programa Tarifa Zero.

A audiência de conciliação, instrução e julgamento está marcada para as 13h desta terça-feira (20), no Fórum de Uberlândia. O encontro reúne as partes envolvidas no processo e prevê a produção de provas por meio de depoimentos de testemunhas.

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ônibus escolares e vans
A ação civil pública foi movida após a Prefeitura de Uberlândia anunciar, no início do ano, que alunos a partir dos 12 anos deveriam utilizar o programa “Tarifa Zero” – Crédito: Robert Leal/TJMG/Reprodução

Por que o transporte escolar de adolescentes foi parar na Justiça?

A disputa começou após a Prefeitura mudar o modelo de deslocamento de estudantes com 12 anos ou mais. Em vez de utilizar vans e ônibus escolares, esse grupo passou a contar com o transporte coletivo comum, dentro do programa Tarifa Zero.

O Ministério Público questiona a mudança e acionou a Justiça para exigir a retomada do transporte escolar dedicado aos adolescentes.

Na prática, a discussão é sobre a possibilidade de os estudantes continuarem utilizando ônibus convencionais para ir à escola ou se o município deverá voltar a oferecer veículos exclusivos para esse público.

Entre os problemas apontados pela Promotoria de Justiça de Defesa da Educação estão:

  • Vulnerabilidade: Exposição a assédio e violência urbana em ônibus lotados.
  • Falta de supervisão: Diferente do transporte escolar, o coletivo comum não possui monitores para cuidar dos menores.
  • Dificuldade de acesso: Moradores de bairros periféricos relataram aumento no tempo de viagem e falta de linhas de ônibus para atender a demanda estudantil.

O que pode acontecer após a audiência?

A audiência foi marcada pela Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Uberlândia. Conforme a decisão judicial, tanto o Ministério Público quanto a Prefeitura solicitaram a produção de provas orais.

O município também foi intimado a apresentar a lista de testemunhas. Depois disso, as testemunhas indicadas pelas duas partes deverão ser chamadas para comparecer ao Fórum e prestar depoimento.

A audiência pode ajudar a esclarecer os argumentos de cada lado e abrir caminho para um entendimento. No entanto, a decisão judicial que marcou a sessão não determina, por si só, a retomada imediata das vans e dos ônibus escolares.

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O que diz a Prefeitura de Uberlândia?

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que não havia sido formalmente intimada sobre a questão.

A manifestação não esclarece, por si só, qual será a posição definitiva do município sobre a retomada do transporte escolar.

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