“Já tentei mudar, mas ele é Argentina”, diz mãe de Neymessi, de 9 anos
Brasil de um lado, Argentina do outro: irmãos batizados em homenagem a craques vivem a Copa em lados opostos
-
Rio Largo, Alagoas. De lá, vem uma história que tem dado o que falar nas redes sociais em tempos de Copa do Mundo. A família de Neymessi (9), irmão de Romário (11), mostra que no futebol a rivalidade é algo que fica entre quatro linhas, e o amor pode superar as arquibancadas. Assim como os pais, os irmãos com nomes de craques estão divididos nesta Copa do Mundo. O mais velho torce para o Hexa, enquanto o mais novo tem uma clara preferência por uma das estrelas que carrega no nome: o camisa 10 argentino.

📲 Siga o canal de notícias do Paranaíba Mais no WhatsApp
A história em torno do nome de Neymessi tem conquistado as redes sociais bem antes da bola começar a rolar no Mundial de 2026. Sua mãe, Wedja Mendes (29), conta que a decisão de que sua família carregaria o amor ao futebol veio antes mesmo de seu filho mais novo nascer. “O primeiro foi o Romário. De todo jeito, o Romário teria que ser homenageado. O nome seria do atacante de qualquer forma. Se fosse menina, seria Romária. Mas Deus olhou pra mim e disse, vou te mandar um menino”, disse, em entrevista ao Paranaíba Mais.
“E aí, quando eu engravidei novamente, a gente não tinha nome de menina em mente e muito menos de menino. Quando a gente descobriu que era um menino, meu esposo queria Messi. E eu disse, não, Messi não, meu filho, vamos colocar Neymar. Ele disse, ‘já que você não quer Messi e eu não quero Neymar, então vamos colocar Neymessi’”.
Wedja conta que, ainda quando estava grávida, ninguém acreditava. “O povo dizia, ‘não, mentira’. Quando meu marido foi registrar, a moça do cartório também disse, ‘tem certeza que você quer esse nome?’. E ele respondeu ‘tenho sim’. É um nome diferente, não é igual João e Maria, que todo mundo já sabe. É único”.
A surpresa acompanha o filho até hoje, que mostra ter a mesma postura de sua família. “Na escola, quando ele chega, o pessoal fica duvidando. Ele fala ‘não, é meu nome mesmo, é Neymessi’. Aí tem que provar de alguma forma, mas tem que provar. Ele diz assim, ‘é meu nome, esse é meu nome, eu sou o único’”, contou a mãe.
Neymessi carrega rivalidade da família no nome
O camisa 10 da Seleção Argentina não apareceu nesta história por acaso. O marido de Wedja, Roberto Oliveira (43), torce para La Albiceleste desde a Copa do Mundo de 1998. Ela conta que a derrota da seleção canarinho por 3×0 na final daquele Mundial criou uma rivalidade que existe dentro de casa até os dias de hoje.
“Quando o Brasil perdeu pra França, ele decidiu torcer para Argentina, e é assim até hoje. E por incrível que pareça, o Neymessi também torce pela Argentina, mas o Romário e eu torcemos pelo Brasil. Então é aquela rivalidade dentro de casa, imagina só. Sempre ele pela Argentina, eu sempre pelo Brasil. Ele é Vasco e eu Flamengo, e assim a rivalidade continua dentro de casa”.

LEIA MAIS: Tatuagem de Neymar representa volta por cima de jovem de Uberlândia
Wedja conta que ambos os garotos são apaixonados pelo futebol, e fazem juz ao nome. Segundo a mãe, ambos são muito bons de bola e se destacam entre as crianças de suas idades.
“O Romário é muito fã do Neymar, então ele se inspira muito nele. Mas, o Neymar da Vila, que um dia foi bom. A gente sabe que a história é muito bonita. E o Neymessi se inspira no Messi. O mais velho também estuda muito sobre o Romário. Você conversa com ele sobre futebol e ele sabe falar coisas que a gente nem imagina”, conta.
A escolha do mais novo em torcer para a Argentina veio após o título mundial dos Hermanos na última Copa, quando ele estava com 5 anos e vibrou muito com o pai. “E hoje ele tem a certeza do que ele quer, porque ele já tem que saber. Ele fala que é a Argentina e pronto. Já tentei mudar em todas as formas. Mas ele fala, ‘não mãe, sou Argentina igual o meu pai’”.
Em caso de Brasil e Argentina neste ano, possível confronto na semifinal (caso ambas as seleções avancem), ela brinca que a casa “vai ser uma loucura”.
“Na partida contra o japão foi uma loucura. Um secando o outro. No gol do Japão, Neymessi e meu esposo ficaram na maior vibração do mundo. Quando viramos, as coisas pioraram dentro de casa. A gente assiste aos jogos das duas seleções juntos, para um ‘mangar’ do outro. Imagina em um Brasil e Argentina, vai ter que amarrar alguém aqui”, disse com animação.
Agora, com o sucesso do nome dos filhos, a família sonha que a história chegue em qualquer um dos craques. “A gente não esperava o sucesso. Agora, vamos ver se a gente chega no Neymar ou no Messi. De uma forma ou de outra”, concluiu a mãe.